<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Crônicas da Cidade</title>
	<atom:link href="http://www.theresahilcar.com.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.theresahilcar.com.br</link>
	<description>por Theresa Hilcar</description>
	<lastBuildDate>Sat, 19 May 2012 20:28:16 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.1</generator>
		<item>
		<title>Almir Sater em palavras</title>
		<link>http://www.theresahilcar.com.br/almir-sater-em-palavras/</link>
		<comments>http://www.theresahilcar.com.br/almir-sater-em-palavras/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 19 May 2012 20:21:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Theresa Hilcar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica da Semana]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.theresahilcar.com.br/?p=1431</guid>
		<description><![CDATA[Na edi&#231;&#227;o deste m&#234;s da revista AGente publiquei uma mat&#233;ria que fiz com Almir Sater na ocasi&#227;o do show 1% para Cultura . Como o papo com o m&#250;sico, e amigo querido, rendeu bastante (e na revista, claro, est&#225; editado) resolvi compartilhar com os leitores a&#160;&#237;ntegra do material. Al&#233;m da reportagem acrescentei tamb&#233;m uma pequena [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 14px">Na edi&ccedil;&atilde;o deste m&ecirc;s da revista <strong>AGente</strong> publiquei uma mat&eacute;ria que fiz com Almir Sater na ocasi&atilde;o do show 1% para Cultura . Como o papo com o m&uacute;sico, e amigo querido, rendeu bastante (e na revista, claro, est&aacute; editado) resolvi compartilhar com os leitores a&nbsp;&iacute;ntegra do material. Al&eacute;m da reportagem acrescentei tamb&eacute;m uma pequena homenagem &#8211; quase um Ode! &#8211; ao artista, em forna de cr&ocirc;nica. Espero que gostem!.&nbsp;</span></p>
<p><span style="font-size: 14px"><a href="http://www.theresahilcar.com.br/wp-content/uploads/2012/05/almir-sater-em-campinas.jpg"><span style="display: none">&nbsp;</span><img alt="" class="alignleft size-medium wp-image-1432" height="199" src="http://www.theresahilcar.com.br/wp-content/uploads/2012/05/almir-sater-em-campinas-300x199.jpg" title="almir-sater-em-campinas" width="300" /></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif"><span style="font-size: 16px"><strong>&ldquo;Sem cultura n&atilde;o h&aacute; turismo&rdquo; &ndash; Almir Sater</strong></span></span></p>
<p><span style="font-size: 14px">No prato de Almir Sater tem dobradinha. espetinho de carne com mandioca e no copo, cerveja gelada. &ldquo;Adoro comer&rdquo;, diz o m&uacute;sico mais talentoso deste Estado e um dos maiores violeiros do Mundo. A lauta refei&ccedil;&atilde;o, feita na Feira Central, depois do show promovido por artistas locais (intitulado &ldquo;1% para a Cultura&rdquo;), na Pra&ccedil;a do R&aacute;dio, &eacute; considerada substancial para as 11 horas da noite. Mas ele nem se importa. Degusta a comida com a tranquilidade de quem come um prato de salada. &ldquo;&Eacute; tudo leve&rdquo;, argumenta com aquele sorriso que derrete qualquer colesterol.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Ap&oacute;s um per&iacute;odo em que sofreu problemas na ves&iacute;cula, e emagreceu 10 quilos, Almir se sente feliz em poder voltar a comer tudo o que gosta. &ldquo;Passei um tempo sem conseguir ingerir quase nada!&rdquo;, conta. E diz que est&aacute; curado do problema gra&ccedil;as ao famoso m&eacute;dium goiano, Jo&atilde;o de Deus. &ldquo;Ele &eacute; uma pessoa muito especial, ficamos amigos&rdquo;. O m&uacute;sico ficou t&atilde;o f&atilde; de Jo&atilde;o de Deus que, al&eacute;m de passar o Natal na casa do m&eacute;dium, Adamantina (GO), e j&aacute; fez at&eacute; o papel de &ldquo;ajudante de enfermagem&rdquo; participando de v&aacute;rias cirurgias espirituais. Ficou impressionado. O fasc&iacute;nio pela personalidade do m&eacute;dium mudou os conceitos de Almir sobre espiritualidade. &ldquo;Passei a acreditar no espiritismo. Deve existir mesmo algo superior, um Deus que est&aacute; em algum lugar, em outra dimens&atilde;o, ajudando o Jo&atilde;o a curar pessoas&rdquo;. E ainda recomenda: &ldquo;Voc&ecirc; tem que ir l&aacute;!&rdquo;, me aconselha. Pergunto se preciso falar em seu nome, j&aacute; que o famoso m&eacute;dium, al&eacute;m de filas imensas na sua porta, tem lista consider&aacute;vel de celebridades habitu&eacute;s (at&eacute; a apresentadora americana Oprah Winfrey, esteve por l&aacute; recentemente), mas ele responde: &ldquo;N&atilde;o precisa de nada, ele atende todo mundo!&rdquo;, sorri.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Sobre o show &ldquo;Manifesto 1% para a Cultura&rdquo;, que ele participou no &uacute;ltimo dia 11 de Abril, na Pra&ccedil;a do R&aacute;dio, e que reuniu mais de onze mil pessoas, junto com Tet&ecirc; Esp&iacute;ndola,&nbsp; Geraldo Sim&otilde;es (Chalana de Prata), Geraldo Esp&iacute;ndola, o filho Gabriel, entre outros amigos, Almir diz que ficou muito feliz em poder estar junto de antigos companheiros. &ldquo;Meu primeiro show foi&nbsp; com Geraldo, Celito e Alzira (todos Esp&iacute;ndolas)&rdquo;, lembrou. Mas ressalva que um por cento para cultura ainda &eacute; pouco. &ldquo;Mas &eacute; um come&ccedil;o&rdquo;. Em sua opini&atilde;o, o artista precisa de incentivos porque h&aacute; anos vem subsidiando a cultura no Pa&iacute;s. &ldquo;A meia-entrada do estudante e do idoso, tudo sai do bolso do artista. Isto deveria sair do MEC e do Minist&eacute;rio da Cultura&rdquo;, diz, argumentando que &ldquo;artista tamb&eacute;m precisa sobreviver, cuidar da fam&iacute;lia&rdquo;.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Questionado por um rep&oacute;rter de TV sobre o fato de participar de manifesta&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, Almir deixa claro que aquilo (o show &ldquo;1% para Cultura&rdquo;) n&atilde;o foi ato pol&iacute;tico, mas uma reivindica&ccedil;&atilde;o justa da classe art&iacute;stica. &ldquo;Quero dist&acirc;ncia de pol&iacute;tica, sou da m&uacute;sica&rdquo;, enfatiza. Mesmo sem se envolver diretamente na pol&iacute;tica do Estado, o artista costuma participar de eventos que d&atilde;o visibilidade ao MS. Recentemente participou do evento promovido pelo Governo do Estado, no Rio Sul (Rio de Janeiro) para divulga&ccedil;&atilde;o do turismo. Mas defende a cultura como elemento indispens&aacute;vel no crescimento do setor. &ldquo;Sem cultura n&atilde;o h&aacute; turismo. N&atilde;o adianta ter belas paisagens e n&atilde;o ter tradi&ccedil;&atilde;o cultural&rdquo;, constata. Sobre o Trem do Pantanal, diz que a iniciativa de retom&aacute;-lo foi boa, mas que est&aacute; &ldquo;faltando trecho pra ele&rdquo;: &ldquo;Ele &eacute; o trem do Pantanal mas n&atilde;o chega ao Pantanal&rdquo;, brinca.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Com rela&ccedil;&atilde;o ao boom do chamado &ldquo;sertanejo universit&aacute;rio&rdquo; e outros estilos mais populares, Almir diz que este tipo de m&uacute;sica sempre existiu e que n&atilde;o costuma julgar estilos. &ldquo;Tem para todos os gostos. Se a m&uacute;sica te satisfaz, tudo bem. Elas cumprem seu papel, e quem n&atilde;o gostar &eacute; s&oacute; desligar o r&aacute;dio&rdquo;, diz o artista, demonstrando entusiasmo com o sucesso de m&uacute;sicos como Luan Santana e Michel Tel&oacute;.&nbsp; &ldquo;Acho que &eacute; um momento muito bom na vida deles. Ningu&eacute;m faz sucesso por acaso. Eles t&ecirc;m que aproveitar&rdquo;, e arremata com sinceridade: &ldquo;Espero que isto dure&rdquo;.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Almir diz que o momento tamb&eacute;m &eacute; muito bom para a viola, instrumento pelo qual &eacute; apaixonado. &ldquo;Tem uma excelente safra de violeiros no Brasil vindo por a&iacute;&rdquo;, conta. A produ&ccedil;&atilde;o de novo disco, que segundo ele tem at&eacute; bastante material, n&atilde;o &eacute; sua preocupa&ccedil;&atilde;o no momento. At&eacute; porque, a agenda est&aacute; repleta de shows.&nbsp; &ldquo;Gosto mesmo &eacute; de viajar pelo Brasil tocando minha viola&rdquo;, confessa.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Sempre modesto, costuma dizer que hoje toca pior que antes. N&atilde;o &eacute; excesso de mod&eacute;stia Almir? &#8211; pergunto, depois de assistir ao seu belo espet&aacute;culo. &ldquo;N&atilde;o &eacute; n&atilde;o. Minha t&eacute;cnica &eacute; que melhorou, tenho mais macetes agora; mas antes tocava mais, praticava mais&rdquo;. Excesso de purismo, ou mod&eacute;stia excessiva, o fato &eacute; que seu p&uacute;blico, com certeza, n&atilde;o acredita nisto. Ali&aacute;s, nem est&aacute; preocupado se uma ou outra nota poderia sair melhor. Quem viu seus &uacute;ltimos shows na cidade, percebeu tamb&eacute;m que a maturidade s&oacute; fez bem ao nosso melhor representante da m&uacute;sica sul-matogrossense. Na sa&iacute;da da Feira, e depois de posar para in&uacute;meras fotos com feirantes e clientes, ele para numa banca e n&atilde;o resiste ao melado, nem a cocada &ndash; compra pra ele e pra dar de presente. Experimenta at&eacute; uma &ldquo;cachacinha&rdquo; que o vendedor lhe oferece. E&nbsp; brinca: voc&ecirc; n&atilde;o sabe o que est&aacute; perdendo! Pois &eacute;, o mo&ccedil;o &eacute; bom de m&uacute;sica</span>,<span style="font-size: 16px"> de alma e de est&ocirc;mago! Benza a Deus!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: 16px"><strong><em>Conversa de amigos</em></strong></span></p>
<p><span style="font-size: 16px"><em>Falar de Almir Sater &eacute; pura redund&acirc;ncia. Tenho orgulho de poder dizer que somos amigos h&aacute; &ldquo;trocentos&rdquo; anos. &ldquo;Desde quando &eacute;ramos jovens&rdquo;, como ele brinca. Fiz minha primeira entrevista com Almir l&aacute; pelos anos 1982/83 para a extinta TV Caiu&aacute;s. Depois disto ele nunca mais me deu outra entrevista de verdade. A desculpa &eacute; que sei tudo sobre ele e n&atilde;o preciso perguntar mais nada. Quando insisto e digo que preciso fazer mat&eacute;ria, ele balan&ccedil;a a cabe&ccedil;a, manda guardar o gravador e argumenta: &rdquo;Vamos s&oacute; conversar e depois voc&ecirc; escreve o que quiser&rdquo;. E &eacute; assim que tem sido. Cada mat&eacute;ria &eacute; uma colcha de retalhos, com detalhes de uma conversa aqui, outra acol&aacute;, e assim a gente vai levando. Seguindo em frente, como diz a m&uacute;sica. Afinal, escrever sobre Almir n&atilde;o &eacute; tarefa dif&iacute;cil. &Eacute; antes de tudo um exerc&iacute;cio de inspira&ccedil;&atilde;o. E mem&oacute;ria, claro!</em></span></p>
<p><span style="font-size: 16px"><em>Mesmo depois de ficar famoso, ser reconhecido no Brasil e no exterior como um dos grandes violonistas da atualidade, Almir n&atilde;o perdeu nem um mil&iacute;metro de sua simplicidade. At&eacute; o figurino dos shows &eacute; o mesmo do in&iacute;cio da carreira: camisa de manga comprida, cal&ccedil;a folgada, faixa de pantaneiro na cintura e o chap&eacute;u na cabe&ccedil;a, sua marca registrada. Ali&aacute;s, quando pergunto se n&atilde;o tem medo de ficar careca (por conta do uso excessivo do acess&oacute;rio de couro) ele mostra as entradas na cabe&ccedil;a e diz que n&atilde;o liga. E brinca dizendo: &ldquo;chap&eacute;u &eacute; bom porque &eacute; s&oacute; acordar botar na cabe&ccedil;a e j&aacute; est&aacute; penteado&rdquo;.</em></span></p>
<p><span style="font-size: 16px"><em>Indispens&aacute;vel tamb&eacute;m &eacute; falar da sua beleza, interna e externa. Ele n&atilde;o esbanja charme, esparrama. Aos cinquenta &ndash; e poucos &ndash; anos e em excelente forma, Almir ainda provoca muitos suspiros da plateia feminina. E admira&ccedil;&atilde;o em todo mundo. Nem homem, nem mulher, ningu&eacute;m arreda p&eacute; at&eacute; conseguir uma foto ao lado do &iacute;dolo. Que, gentil como poucos, atende sempre com sorriso de guri e olhar de pantaneiro. &Eacute; mo&ccedil;o feito terra com alma de estrela. Artista de acordes e maestro de singelezas. Ao v&ecirc;-lo no palco, dedilhando com&nbsp; naturalidade desconcertante as cordas do seu viol&atilde;o, ou da sua viola, de onde sai aquele som puro, limpo, que entra no cora&ccedil;&atilde;o da gente, a gente fica pensando que Almir &eacute;, sim, &nbsp;um ser iluminado. Estrela no palco e na vida.</em></span></p>
<p><span style="font-size: 16px"><em>Na intimidade &eacute; doce, sincero, amigo, solid&aacute;rio. Preocupado com quest&otilde;es ecol&oacute;gicas e sustent&aacute;veis, faz planta&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os org&acirc;nicos em parceria com o primo, adora a vida simples do Pantanal, mas sabe que por enquanto precisa ficar em S&atilde;o Paulo, para acompanhar a educa&ccedil;&atilde;o dos dois filhos mais novos. Mas, claro, vive cercado pela natureza, na Serra da Cantareira, lugar de mata preservada, e onde tem tranquilidade para compor com amigos como Paulinho Sim&otilde;es e Renato Teixeira, andar descal&ccedil;o na grama, se inspirar. Da vida simples do Pantanal, Almir s&oacute; n&atilde;o carrega mais o cigarro de palha. Parou definitivamente de fumar. &ldquo;S&oacute; um charuto cubano uma vez por ano&rdquo;, me contou. Cubano, claro!</em></span></p>
<p><span style="font-size: 16px"><em>Mas gosta de comer que &eacute; uma beleza. E come com gosto de dar inveja. Sabe at&eacute; fazer p&atilde;o integral, talvez heran&ccedil;a gen&eacute;tica do pai que j&aacute; teve padaria. Vai saber. Faz at&eacute; quest&atilde;o de me ensinar a receita: &ldquo;Para um quilo de farinha, duas colheres de azeite, &aacute;gua, pitada de sal e um tablete de fermento biol&oacute;gico&rdquo;, e explica que a massa tem que ficar bem molinha, como se fosse bolo. &ldquo;A&iacute; ele &eacute; s&oacute; colocar no forno!&rdquo;.&nbsp; Vendo-o falar assim, d&aacute; at&eacute; vontade de pegar um avi&atilde;o e viajar at&eacute; a Serra da Cantareira s&oacute; pra conferir in loco mais um de seus talentos.</em></span></p>
<p><span style="font-size: 16px"><em>E, claro, talento &eacute; o que n&atilde;o lhe falta. Almir comp&otilde;e, toca, canta e encanta. E &agrave;s vezes d&aacute; vontade de esquecer por um segundo que ele &eacute; (muito bem) comprometido com a Paula e disparar feito aquela mineirinha espevitada, encantada com tanta formosura: &ldquo;Vai cantar l&aacute; em casa mo&ccedil;o. Dou comida, cama, roupa lavada e muito p&atilde;o de queijo!&rdquo;. B&atilde;o demais, s&ocirc;!</em></span></p>
<p><span style="font-size: 14px"><span style="font-size: 16px">&nbsp;</span></span></p>
<p><span style="font-size: 14px"><span style="font-size: 16px">&nbsp;</span></span></p>
<p><span style="font-size: 14px"><span style="font-size: 16px">&nbsp;</span></span></p>
<p><span style="font-size: 14px">&nbsp;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img alt="" class="alignleft size-medium wp-image-1432" height="199" src="http://www.theresahilcar.com.br/wp-content/uploads/2012/05/almir-sater-em-campinas-300x199.jpg" title="almir-sater-em-campinas" width="300" /></p>


<div class="shr-bookmarks shr-bookmarks-expand">
<ul class="socials">
		<li class="shr-twitter">
			<a href="http://twitter.com/home?status=Almir+Sater+em+palavras+-+http://bit.ly/KCnOAs&amp;source=shareaholic" rel="nofollow" title="Tweet This!">Tweet This!</a>
		</li>
		<li class="shr-facebook">
			<a href="http://www.facebook.com/share.php?v=4&amp;src=bm&amp;u=http://www.theresahilcar.com.br/almir-sater-em-palavras/&amp;t=Almir+Sater+em+palavras" rel="nofollow" title="Compartilhar noFacebook">Compartilhar noFacebook</a>
		</li>
		<li class="shr-googlebuzz">
			<a href="http://www.google.com/buzz/post?url=http://www.theresahilcar.com.br/almir-sater-em-palavras/&amp;imageurl=" rel="nofollow" title="Post on Google Buzz">Post on Google Buzz</a>
		</li>
		<li class="shr-orkut">
			<a href="http://promote.orkut.com/preview?nt=orkut.com&amp;tt=Almir+Sater+em+palavras&amp;du=http://www.theresahilcar.com.br/almir-sater-em-palavras/&amp;cn=Na%20edi%26ccedil%3B%26atilde%3Bo%20deste%20m%26ecirc%3Bs%20da%20revista%20AGente%20publiquei%20uma%20mat%26eacute%3Bria%20que%20fiz%20com%20Almir%20Sater%20na%20ocasi%26atilde%3Bo%20do%20show%201%25%20para%20Cultura%20.%20Como%20o%20papo%20com%20o%20m%26uacute%3Bsico%2C%20e%20amigo%20querido%2C%20rendeu%20bastante%20%28e%20na%20revista%2C%20claro%2C%20est%26aacute%3B%20editado%29%20resolvi%20compartilhar%20com%20os%20leitores" rel="nofollow" title="Promover noOrkut">Promover noOrkut</a>
		</li>
</ul>
<div style="clear:both;"></div>
</div>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.theresahilcar.com.br/almir-sater-em-palavras/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>As Perdas &#8211; artigo</title>
		<link>http://www.theresahilcar.com.br/as-perdas-artigo/</link>
		<comments>http://www.theresahilcar.com.br/as-perdas-artigo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 May 2012 16:06:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Theresa Hilcar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Achados e Perdidos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.theresahilcar.com.br/?p=1426</guid>
		<description><![CDATA[Belo artigo sobre o desapego: Durante nossa vida, conhecemos um n&#250;mero enorme de pessoas, muitas das quais se tornam amigos queridos. Nas mudan&#231;as e andan&#231;as, vamos deixando pelo caminho muitos desses relacionamentos e poucos continuam persistindo com o passar do tempo. E alguns gostar&#237;amos de voltar a encontrar novamente, do jeito que foi no passado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-size: 14px"><a href="http://www.theresahilcar.com.br/wp-content/uploads/2012/05/perdas.jpg"><img alt="" class="alignleft size-full wp-image-1428" height="300" src="http://www.theresahilcar.com.br/wp-content/uploads/2012/05/perdas.jpg" title="perdas" width="298" /></a>Belo artigo sobre o desapego:</span></em><br />
	<span style="font-size: 14px">Durante nossa vida, conhecemos um n&uacute;mero enorme de pessoas, muitas das quais se tornam amigos queridos. Nas mudan&ccedil;as e andan&ccedil;as, vamos deixando pelo caminho muitos desses relacionamentos e poucos continuam persistindo com o passar do tempo. E alguns gostar&iacute;amos de voltar a encontrar novamente, do jeito que foi no passado, com os mesmos sentimentos que nos prendiam a eles&#8230; Mas, infelizmente, quando tentamos refazer a rela&ccedil;&atilde;o, geralmente percebemos que j&aacute; passou &#8211; e ficamos tristes! Uma saudade grande enche nosso cora&ccedil;&atilde;o e um sentimento de vazio e perda persiste, fazendo sofrer. Mas, &agrave; medida que vou vivendo, percebo que isto &eacute; inevit&aacute;vel! Porque a vida &eacute; um processo muito din&acirc;mico, durante o qual nos modificamos e as outras pessoas tamb&eacute;m. Ali&aacute;s, para isto vivemos, em primeiro lugar. N&atilde;o encarnamos para sermos como &eacute;ramos, mas para aprendermos alguma coisa nova!</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">J&aacute; me ocorreu, v&aacute;rias vezes, querer procurar algu&eacute;m que foi importante pra mim, numa &acirc;nsia de reviver um momento feliz, tendo que chegar &agrave; conclus&atilde;o triste de que j&aacute; n&atilde;o d&aacute; mais.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Aceitar esta situa&ccedil;&atilde;o, confiando na din&acirc;mica da vida, &eacute; uma sabedoria. Algumas pessoas podem nos acompanhar por uma vida inteira e sempre teremos com elas pontos de contato, enriquecedores para as duas partes. Mas outras, talvez a maior parte delas -nossos colegas de estudo, por exemplo- j&aacute; est&atilde;o a trilhar outros caminhos, em situa&ccedil;&otilde;es diversas, seguindo a trajet&oacute;ria que lhes cabe, como seres &uacute;nicos da cria&ccedil;&atilde;o.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Para podermos receber bem o momento presente, &eacute; necess&aacute;rio que essas perdas sejam bem compreendidas e aceitas, ou ficaremos sem a condi&ccedil;&atilde;o de abra&ccedil;ar o que chega neste instante, espelhando para n&oacute;s a atual realidade interna de nossa alma.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Que o passado seja aben&ccedil;oado por todo o ensinamento que nos trouxe, atrav&eacute;s do amor, ou da dor. Mas que fique l&aacute;! Que o nosso atual momento seja privilegiado, ou deixaremos de viver, morrendo em vida.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Na din&acirc;mica incessante do viver, que fiquemos alerta &agrave;s novas oportunidades que se delineiam. Que o medo n&atilde;o nos paralise fazendo com que desistamos de tentar, de recome&ccedil;ar. Pois tudo que vivemos at&eacute; agora nos preparou e foi a sementeira do agora. Aben&ccedil;oemos todos e tudo que nos ajudou a chegar at&eacute; aqui e vamos em frente! Com a mesma curiosidade que t&iacute;nhamos, quando mais jovens e nos defront&aacute;vamos com o novo, pois aprenderemos pela eternidade&#8230; num caminho sem fim.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Um amor antigo que hoje j&aacute; n&atilde;o nos faz vibrar, n&atilde;o foi um amor menor. Existiu enquanto &eacute;ramos como no passado, mas mudamos e nos desconectamos. Aben&ccedil;oado amor que nos alimentou de sentimentos puros e nos vitalizou. Continuemos amando, sempre despertos e propensos a acolher o que nos chega, pois nunca vem por acaso. Est&aacute; sendo atra&iacute;do por nossa alma e nos traz alimento necess&aacute;rio para o nosso viver.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Quem se fecha ao presente e vive de passado, j&aacute; parou de vibrar, j&aacute; desistiu de aprender, se entregou ao marasmo e &agrave; desesperan&ccedil;a. Precisamos reciclar nossos interesses. Para isto h&aacute; cursos, h&aacute; muitos hobbies que podem preencher as horas do dia, h&aacute; novas pessoas para serem visitadas, acarinhadas, amadas.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">N&atilde;o podemos parar, pois o fluxo das horas nos diz que &eacute; andando que vivemos. Enquanto estivermos no corpo, ser&aacute; por aqui. Quando formos para outra dimens&atilde;o, ser&aacute; por l&aacute;. Mas sem descanso, abertos ao novo, &agrave;s novidades e propensos a nos deixar mudar, educar, a aprender.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Ningu&eacute;m precisa se sentir velho, mesmo que o corpo j&aacute; mostre sinais de menos agilidade e flexibilidade. Enquanto estivermos interessados nas li&ccedil;&otilde;es que a vida nos traz, estaremos jovens na alma e teremos sa&uacute;de boa e os olhos brilhando da chama da vida.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Velho n&atilde;o &eacute; o que j&aacute; muito viveu, mas aquele j&aacute; se deixou abater pela tristeza e vive no passado, evitando o mundo que est&aacute; &agrave; sua volta lhe chamando para experimentar novas t&eacute;cnicas, para repensar ideias e para conhecer coisas que mudaram, ao longo do tempo.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Assim, as chamadas perdas que tivemos, ao longo da vida, nos propiciaram estar preparados para as novas experi&ecirc;ncias do hoje. Vamos em frente, sempre. O passado s&oacute; nos parece melhor porque hoje o fantasiamos&#8230; Quantas conquistas foram feitas por n&oacute;s pr&oacute;prios e pela humanidade como um todo&#8230; Agora &eacute; o recome&ccedil;o, &eacute; a vida, &eacute; a colheita do ontem e a esperan&ccedil;a materializada num momento mais feliz!</span></p>
<p><span style="font-size: 14px"><font size="3">Artigo escrito por Maria Cristina Tanajura -</font></span></p>


<div class="shr-bookmarks shr-bookmarks-expand">
<ul class="socials">
		<li class="shr-twitter">
			<a href="http://twitter.com/home?status=As+Perdas+-+artigo+-+http://bit.ly/JXLjq4&amp;source=shareaholic" rel="nofollow" title="Tweet This!">Tweet This!</a>
		</li>
		<li class="shr-facebook">
			<a href="http://www.facebook.com/share.php?v=4&amp;src=bm&amp;u=http://www.theresahilcar.com.br/as-perdas-artigo/&amp;t=As+Perdas+-+artigo" rel="nofollow" title="Compartilhar noFacebook">Compartilhar noFacebook</a>
		</li>
		<li class="shr-googlebuzz">
			<a href="http://www.google.com/buzz/post?url=http://www.theresahilcar.com.br/as-perdas-artigo/&amp;imageurl=" rel="nofollow" title="Post on Google Buzz">Post on Google Buzz</a>
		</li>
		<li class="shr-orkut">
			<a href="http://promote.orkut.com/preview?nt=orkut.com&amp;tt=As+Perdas+-+artigo&amp;du=http://www.theresahilcar.com.br/as-perdas-artigo/&amp;cn=Belo%20artigo%20sobre%20o%20desapego%3A%0D%0A%09Durante%20nossa%20vida%2C%20conhecemos%20um%20n%26uacute%3Bmero%20enorme%20de%20pessoas%2C%20muitas%20das%20quais%20se%20tornam%20amigos%20queridos.%20Nas%20mudan%26ccedil%3Bas%20e%20andan%26ccedil%3Bas%2C%20vamos%20deixando%20pelo%20caminho%20muitos%20desses%20relacionamentos%20e%20poucos%20continuam%20persistindo%20com%20o%20passar%20do%20tempo.%20E%20algu" rel="nofollow" title="Promover noOrkut">Promover noOrkut</a>
		</li>
</ul>
<div style="clear:both;"></div>
</div>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.theresahilcar.com.br/as-perdas-artigo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>MÃE FAZ CADA COISA&#8230;</title>
		<link>http://www.theresahilcar.com.br/mae-faz-cada-coisa/</link>
		<comments>http://www.theresahilcar.com.br/mae-faz-cada-coisa/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 May 2012 14:46:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Theresa Hilcar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Café com Letras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.theresahilcar.com.br/?p=1424</guid>
		<description><![CDATA[LIndo texto sobre o dia das m&#227;es &#8211; que, c&#225; pra n&#243;s, &#233; todo dia! Muitas de n&#243;s s&#243; aprende de verdade a ser filha, depois que se torna m&#227;e ou ainda tia m&#227;e, madrinha m&#227;e,m&#227;e adotiva, amiga m&#227;e &#8230;(Texto de Hilda Lucas) &#34;M&#227;e &#233; aquele ser estranho, louco, capaz de hero&#237;smos, dramas e breguices [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-size: 14px">LIndo texto sobre o dia das m&atilde;es &#8211; que, c&aacute; pra n&oacute;s, &eacute; todo dia!</span><br />
	<span style="font-size: 14px">Muitas de n&oacute;s s&oacute; aprende de verdade a ser filha, depois que se torna m&atilde;e ou ainda tia m&atilde;e, madrinha m&atilde;e,m&atilde;e adotiva, amiga m&atilde;e &#8230;(Texto de Hilda Lucas)</span></em></p>
<p><span style="font-size: 14px">&quot;M&atilde;e &eacute; aquele ser estranho, louco, capaz de hero&iacute;smos, dramas e breguices com a mesma f&uacute;ria; paga mico, escreve carta para Papai Noel, se faz passar por Fadinha do Dente, Coelho da P&aacute;scoa, Cuca, pede aut&oacute;grafo para artistas deplor&aacute;veis, assiste a programas, pe&ccedil;as, shows horr&iacute;veis, rev&ecirc; milhares de vezes os mesmos desenhos animados, conta as mesmas hist&oacute;rias centenas de vezes, vai pra Disney e A D O R A! M&atilde;e faz esc&acirc;ndalo, tira satisfa&ccedil;&atilde;o com professor, berra em p&uacute;blico, d&aacute; vexame, deixa a gente sem gra&ccedil;a, compra briga; &eacute; espa&ccedil;osa, barulhenta, tendenciosa, leoa, tiete, dona da gente. M&atilde;e desperta extremos, ganas, irrita, enlouquece, mas&#8230; &Eacute; m&atilde;e! M&atilde;e faz promessa, presta&ccedil;&atilde;o, hora extra, pra que a gente tenha o que &eacute; preciso e o que sonha. M&atilde;e surta, passa dos limites, &agrave;s vezes at&eacute; bate, diz coisas duras; m&atilde;e pede desculpas, mortificada&#8230; M&atilde;e &eacute; um bicho doido, louco pela cria. M&atilde;e &eacute; Visceral!<br />
	M&atilde;e chora em apresenta&ccedil;&atilde;o de bal&eacute;, em competi&ccedil;&atilde;o de nata&ccedil;&atilde;o, quando a filha menstrua pela primeira vez, quando d&aacute; o primeiro beijo, quando v&ecirc; a filha(o) apaixonada(o) no casamento, no parto&#8230; Xinga todo e cada desgra&ccedil;ado(a) que faz a filha(o) sofrer, enlouquece esperando ela chegar da balada&#8230; M&atilde;e &eacute; uma esp&eacute;cie esquisita que se alterna entre fada e bruxa com um naturalidade espantosa. &Eacute; competente no item culpa e insuper&aacute;vel no item ternura, mas pode ser virulenta, tem um lado B &agrave;s vezes&nbsp; C, D, E&#8230; M&atilde;e &eacute; melosa, excessiva, obsessiva, repulsiva, comovente, hist&eacute;rica, mas n&atilde;o se &eacute; feliz sem uma. M&atilde;e &eacute; contrato: irrevog&aacute;vel, vital&iacute;cio intransfer&iacute;vel!<br />
	M&atilde;e l&ecirc; pensamento, tem premoni&ccedil;&atilde;o, sonhos estranhos. Conhece cara de choro, de gripe, de medo; entra sem bater, liga de madrugada, pede favor chato, palpita e implica com amigos, namorados, escolhas. M&atilde;e d&aacute; a roupa do corpo, tempo, dinheiro, conselho, cuidado, prote&ccedil;&atilde;o. M&atilde;e d&aacute; um jeito, d&aacute; n&oacute;, d&aacute; bronca, d&aacute; for&ccedil;a. M&atilde;e cura c&oacute;lica, porre, tristeza, p&acirc;nico noturno, medos. Espanta monstros, pesadelos, bact&eacute;rias, mosquitos, perigos. M&atilde;e tem intui&ccedil;&atilde;o e &eacute; messi&acirc;nica: M&atilde;e salva. M&atilde;e guarda tesouros, conta hist&oacute;rias e tece lembran&ccedil;as. M&atilde;e &eacute; arquivo!<br />
	M&atilde;e exagera, exaure, extrapola. M&atilde;e transborda, inunda, transcende. Ama, desmama, desarma, denota, manda, desmanda, desanda, demanda. Rumina o passado, rem&oacute;i dores, d&aacute; o troco, adora uma cobran&ccedil;a e um perd&atilde;o lacrimoso.<br />
	M&atilde;e abriga, afaga, alisa, lambe, conhece as batidas do nosso cora&ccedil;&atilde;o, o toque dos nossos dedos, as cores do nosso olhar e ouve m&uacute;sica quando a gente ri. M&atilde;e tem cora&ccedil;&atilde;o de m&atilde;e!<br />
	M&atilde;e &eacute; pedra no caminho, &eacute; rumo; &eacute; pedra no sapato, &eacute; rocha; &eacute; drama mexicano, trag&eacute;dia grega e com&eacute;dia italiana; &eacute; o maior dos cl&aacute;ssicos; &eacute; colo, cadeira de balan&ccedil;o e div&atilde; de terapeuta&#8230; M&atilde;e &eacute; madonna-mia! &Eacute; Deus-me-acuda; &eacute; gra&ccedil;as-a-Deus; &eacute; m&atilde;ezinha-do-c&eacute;u; &eacute; a que padece no para&iacute;so enquanto nos inferniza&#8230;&nbsp;&nbsp; M&atilde;e &eacute; absurda e inexoravelmente para sempre e &eacute; uma s&oacute;: n&atilde;o h&aacute; mist&eacute;rio maior! S&oacute; cabe uma m&atilde;e na vida de uma filho/a&#8230; e olhe l&aacute;! &Agrave;s vezes, nem cabe inteira.<br />
	M&atilde;e &eacute; imensur&aacute;vel!<br />
	M&atilde;e &eacute; saudade instalada desde o instante em que descobrimos a morte.<br />
	M&atilde;e &eacute; eterna, n&atilde;o morre jamais. Bicho estranho, entranha, milagre, fa&ccedil;anha, matriz, alma, carne viva, la&ccedil;o de sangue, flor da pele.&nbsp; M&atilde;e &eacute; m&atilde;e, e faz cada coisa&#8230;&quot;<br />
	&nbsp;<br />
	TUDO DE BOM para n&oacute;s, muitas vezes incompreendidas, mas sempre grandiosas, aben&ccedil;oadas e poderosas M&Atilde;ES!!!</span><br />
	&nbsp;</p>
<p>
	&nbsp;<br />
	&nbsp;<br />
	&nbsp;<br />
	&nbsp;</p>
<p>&nbsp;<br />
	&nbsp;<br />
	&nbsp;<br />
	&nbsp;<br />
	&nbsp;<br />
	&nbsp;</p>
<p>&nbsp;<br />
	&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8211;<br />
	Theresa Hilcar</p>


<div class="shr-bookmarks shr-bookmarks-expand">
<ul class="socials">
		<li class="shr-twitter">
			<a href="http://twitter.com/home?status=M%C3%83E+FAZ+CADA+COISA...+-+http://bit.ly/KdN2VI&amp;source=shareaholic" rel="nofollow" title="Tweet This!">Tweet This!</a>
		</li>
		<li class="shr-facebook">
			<a href="http://www.facebook.com/share.php?v=4&amp;src=bm&amp;u=http://www.theresahilcar.com.br/mae-faz-cada-coisa/&amp;t=M%C3%83E+FAZ+CADA+COISA..." rel="nofollow" title="Compartilhar noFacebook">Compartilhar noFacebook</a>
		</li>
		<li class="shr-googlebuzz">
			<a href="http://www.google.com/buzz/post?url=http://www.theresahilcar.com.br/mae-faz-cada-coisa/&amp;imageurl=" rel="nofollow" title="Post on Google Buzz">Post on Google Buzz</a>
		</li>
		<li class="shr-orkut">
			<a href="http://promote.orkut.com/preview?nt=orkut.com&amp;tt=M%C3%83E+FAZ+CADA+COISA...&amp;du=http://www.theresahilcar.com.br/mae-faz-cada-coisa/&amp;cn=LIndo%20texto%20sobre%20o%20dia%20das%20m%26atilde%3Bes%20-%20que%2C%20c%26aacute%3B%20pra%20n%26oacute%3Bs%2C%20%26eacute%3B%20todo%20dia%21%0D%0A%09Muitas%20de%20n%26oacute%3Bs%20s%26oacute%3B%20aprende%20de%20verdade%20a%20ser%20filha%2C%20depois%20que%20se%20torna%20m%26atilde%3Be%20ou%20ainda%20tia%20m%26atilde%3Be%2C%20madrinha%20m%26atilde%3Be%2Cm%26atilde%3Be%20adotiva%2C%20amiga%20m%26atilde%3Be%20...%28Texto%20de%20Hilda%20Lucas%29%0D%0A%26qu" rel="nofollow" title="Promover noOrkut">Promover noOrkut</a>
		</li>
</ul>
<div style="clear:both;"></div>
</div>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.theresahilcar.com.br/mae-faz-cada-coisa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Entendendo as eleições européias</title>
		<link>http://www.theresahilcar.com.br/entendendo-as-eleicoes-europeias/</link>
		<comments>http://www.theresahilcar.com.br/entendendo-as-eleicoes-europeias/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 May 2012 14:03:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Theresa Hilcar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Na Mídia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.theresahilcar.com.br/?p=1421</guid>
		<description><![CDATA[Neoliberalismo e crise hegem&#244;nica na Europa &#8211; artigo de Emir Sader &#160; O p&#226;nico que havia gerado a possibilidade de convoca&#231;&#227;o de uma consulta popular na Grecia sobre o pacote de ajuste imposto pelo Banco Central Europeu j&#225; revelava o que se confirma agora, de maneira ainda mais enf&#225;tica. As &#8220;necessidades&#8221; da pol&#237;tica de ajuste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 14px">Neoliberalismo e crise hegem&ocirc;nica na Europa &#8211; artigo de Emir Sader</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">&nbsp;<br />
	O p&acirc;nico que havia gerado a possibilidade de convoca&ccedil;&atilde;o de uma consulta popular na Grecia sobre o pacote de ajuste imposto pelo Banco Central Europeu j&aacute; revelava o que se confirma agora, de maneira ainda mais enf&aacute;tica. As &ldquo;necessidades&rdquo; da pol&iacute;tica de ajuste da UE, do Banco Central Europeu e do FMI se chocam frontalmente com os interesses da grande maioria dos europeus em cada pa&iacute;s.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">As elei&ccedil;&otilde;es destes &uacute;ltimos dias &ndash; municipais na Inglaterra, parlamentares na Gr&eacute;cia, presidenciais na Franca, numa prov&iacute;ncia na Alemanha &ndash; v&atilde;o todas na mesma dire&ccedil;&atilde;o. Os governos da Inglaterra, da Gr&eacute;cia, da Alemanha, da Fran&ccedil;a, n&atilde;o det&eacute;m mais o apoio majoritario da sua popula&ccedil;&atilde;o. As pol&iacute;ticas que adotaram os levam ao isolamento social e &agrave; derrota pol&iacute;tica.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Na Inglaterra, rapidamente o governo de Cameron se desgastou e assumiu o &ocirc;nus da recess&atilde;o em que caiu o pa&iacute;s. Perdeu as elei&ccedil;&otilde;es municipais, como consolo o carism&aacute;tico prefeito de Londres conseguiu se reeleger, o que n&atilde;o esconde a mar&eacute; nacional de rejei&ccedil;&atilde;o do governo, prenunciando exist&ecirc;ncia curta para o governo conservador brit&acirc;nico.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Na Gr&eacute;cia, como se poderia esperar, os dois partidos tradicionais, congregados no governo supostamente tecnocr&aacute;tico imposto pelo BCE, so&rsquo; conseguiram 1/3 dos votos, revelando a inviabilidade de seguir com o pacote suicida imposto ao pa&iacute;s.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Na Alemanha, segue a s&eacute;rie de derrotas politicas regionais da Democracia Crist&auml;, que apontam para uma poss&iacute;vel derrota da Merkel no pr&oacute;ximo ano.<br />
	Na Fran&ccedil;a, como todos os 11 governos que se submeteram a elei&ccedil;&otilde;es gerais, o de Sarkozy foi derrotado, terminando o longo ciclo de governos de direita no pa&iacute;s.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">No entanto, nem esta vit&oacute;ria na Fran&ccedil;a, nem o panorama negativo para o BCE, o FMI e Angela Merkel, abrem claramente um novo per&iacute;odo pol&iacute;tico na Europa, pelo menos por enquanto. Pode estar dando sinais claros de esgotamento do modelo atual e do ciclo de governantes direitistas que assolou o continente, mas est&aacute; ainda longe o momento de que uma nova pol&iacute;tica europeia se imponha.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">As armadilhas montadas pela forma que assumiu a unifica&ccedil;&atilde;o europeia &ndash; uma unifica&ccedil;&atilde;o antes de tudo monet&aacute;ria &ndash; amarram os p&eacute;s dos governos da regi&atilde;o. Ficar no euro ou sair se assemelha ao dilema do &quot;se correr o bicho come, se ficar o bicho pega&quot;.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">As boas novidades s&atilde;o a consolida&ccedil;&atilde;o de uma nova for&ccedil;a de esquerda na Gr&eacute;cia, assim como o enfraquecimento da DC na Alemanha e dos conservadores na Inglaterra. Na Franca, no entanto, a soma dos votos do Sarkozy e da Le Penn seria maioria (s&oacute; 50% dos votos dela foram para ele no segundo turno), demonstrando como o consenso conservador ainda &eacute; majorit&aacute;rio naquele pa&iacute;s.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Essas elei&ccedil;&otilde;es &ndash; especialmente a francesa &ndash; demonstram como a Europa tamb&eacute;m entra em uma situa&ccedil;&atilde;o de crise hegem&ocirc;nica, em que o bloco atualmente dominante, liderado pelo capital financeiro, n&atilde;o consegue mais apoio social e politico para sobreviver. (Tiveram que praticamente realizar um golpe para impor seus governos &ldquo;tecnocratas&rdquo; na It&aacute;lia e na Grecia.) Todos os governos perdem as elei&ccedil;&otilde;es gerais e as locais. Os candidatos de direita &ndash; como Sarkozy &ndash; n&atilde;o tem nada a dizer sobre os temas centrais dos pa&iacute;ses europeus, como a recess&atilde;o e o desemprego, buscando desviar a aten&ccedil;&atilde;o para os temas da imigracao e a viol&ecirc;ncia. N&atilde;o h&aacute; proposta, no marco das atuais pol&iacute;ticas econ&ocirc;micas, que consiga ter apoio popular.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Mas se est&aacute; longe ainda de ter alternativas, ainda mais que elas t&ecirc;m que dar conta da UE, do euro, isto &eacute;, construir uma solu&ccedil;&atilde;o alternativa para todo o continente. O peso do pensamento conservador &eacute; ainda muito forte &ndash; como se v&ecirc; na Fran&ccedil;a. Mas o governo de Hollande pode contribuir para a constru&ccedil;&atilde;o de um novo consenso, rompendo com os termos da quest&atilde;o como est&atilde;o colocados pela Alemanha e assumidos por, at&eacute; aqui, todos os governos europeus. Na Fran&ccedil;a pode come&ccedil;ar a se esbo&ccedil;ar medidas de apoio popular que comecem a construir um consenso alternativo.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">O que se abre na Europa &eacute; um longo processo, cheio de turbul&ecirc;ncias e instabilidades, de constru&ccedil;&atilde;o de um consenso posneoliberal, em que a Am&eacute;rica Latina est&aacute; h&aacute; mais de uma d&eacute;cada.</span></p>
<p>
	&nbsp;</p>


<div class="shr-bookmarks shr-bookmarks-expand">
<ul class="socials">
		<li class="shr-twitter">
			<a href="http://twitter.com/home?status=Entendendo+as+elei%C3%A7%C3%B5es+europ%C3%A9ias+-+http://bit.ly/Km24dS&amp;source=shareaholic" rel="nofollow" title="Tweet This!">Tweet This!</a>
		</li>
		<li class="shr-facebook">
			<a href="http://www.facebook.com/share.php?v=4&amp;src=bm&amp;u=http://www.theresahilcar.com.br/entendendo-as-eleicoes-europeias/&amp;t=Entendendo+as+elei%C3%A7%C3%B5es+europ%C3%A9ias" rel="nofollow" title="Compartilhar noFacebook">Compartilhar noFacebook</a>
		</li>
		<li class="shr-googlebuzz">
			<a href="http://www.google.com/buzz/post?url=http://www.theresahilcar.com.br/entendendo-as-eleicoes-europeias/&amp;imageurl=" rel="nofollow" title="Post on Google Buzz">Post on Google Buzz</a>
		</li>
		<li class="shr-orkut">
			<a href="http://promote.orkut.com/preview?nt=orkut.com&amp;tt=Entendendo+as+elei%C3%A7%C3%B5es+europ%C3%A9ias&amp;du=http://www.theresahilcar.com.br/entendendo-as-eleicoes-europeias/&amp;cn=Neoliberalismo%20e%20crise%20hegem%26ocirc%3Bnica%20na%20Europa%20-%20artigo%20de%20Emir%20Sader%0D%0A%26nbsp%3B%0D%0A%09O%20p%26acirc%3Bnico%20que%20havia%20gerado%20a%20possibilidade%20de%20convoca%26ccedil%3B%26atilde%3Bo%20de%20uma%20consulta%20popular%20na%20Grecia%20sobre%20o%20pacote%20de%20ajuste%20imposto%20pelo%20Banco%20Central%20Europeu%20j%26aacute%3B%20revelava%20o%20que%20se%20confirma%20agora%2C%20de%20" rel="nofollow" title="Promover noOrkut">Promover noOrkut</a>
		</li>
</ul>
<div style="clear:both;"></div>
</div>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.theresahilcar.com.br/entendendo-as-eleicoes-europeias/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tristeza? Pedro Bó!</title>
		<link>http://www.theresahilcar.com.br/tristeza-pedro-bo/</link>
		<comments>http://www.theresahilcar.com.br/tristeza-pedro-bo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 18:34:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Theresa Hilcar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Café com Letras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.theresahilcar.com.br/?p=1418</guid>
		<description><![CDATA[Mais uma p&#233;rola do jornalismo &#34;&#243;bvio ululante&#34;: Rep&#243;rter da TV Globo em mat&#233;ria sobre o acidente que resultou na morte de cinco jovens no Esp&#237;rito Santo diz que, na cidade de origem das v&#237;timas, &#34; S&#227;o Mateus&#34;, o&#160; &#34;clima &#233; de tristeza&#34;. Tristeza?&#160; Ser&#225; que o clima n&#227;o seria de festa? A popula&#231;&#227;o n&#227;o estaria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 14px">Mais uma p&eacute;rola do jornalismo &quot;&oacute;bvio ululante&quot;: Rep&oacute;rter da TV Globo em mat&eacute;ria sobre o acidente que resultou na morte de cinco jovens no Esp&iacute;rito Santo diz que, na cidade de origem das v&iacute;timas, &quot; S&atilde;o Mateus&quot;, o&nbsp; <em>&quot;clima &eacute; de tristeza</em>&quot;. Tristeza?&nbsp; Ser&aacute; que o clima n&atilde;o seria de festa? A popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o estaria comemorando a trag&eacute;dia com animado carnaval fora de &eacute;poca? Socorro! Acho que substantivo est&aacute; em falta na emissora. Pra n&atilde;o dizer criatividade. Ali&aacute;s, o despreparo &#8211; pra dizer o m&iacute;nimo &#8211; &nbsp;dos jovens jornalistas, principalmente nas TVs abertas, no Brasil s&atilde;o um caso s&eacute;rio. Por isto &eacute; que n&atilde;o d&aacute; pra viver sem Tv a cabo.</span></p>


<div class="shr-bookmarks shr-bookmarks-expand">
<ul class="socials">
		<li class="shr-twitter">
			<a href="http://twitter.com/home?status=Tristeza%3F+Pedro+B%C3%B3%21+-+http://bit.ly/Ia12QB&amp;source=shareaholic" rel="nofollow" title="Tweet This!">Tweet This!</a>
		</li>
		<li class="shr-facebook">
			<a href="http://www.facebook.com/share.php?v=4&amp;src=bm&amp;u=http://www.theresahilcar.com.br/tristeza-pedro-bo/&amp;t=Tristeza%3F+Pedro+B%C3%B3%21" rel="nofollow" title="Compartilhar noFacebook">Compartilhar noFacebook</a>
		</li>
		<li class="shr-googlebuzz">
			<a href="http://www.google.com/buzz/post?url=http://www.theresahilcar.com.br/tristeza-pedro-bo/&amp;imageurl=" rel="nofollow" title="Post on Google Buzz">Post on Google Buzz</a>
		</li>
		<li class="shr-orkut">
			<a href="http://promote.orkut.com/preview?nt=orkut.com&amp;tt=Tristeza%3F+Pedro+B%C3%B3%21&amp;du=http://www.theresahilcar.com.br/tristeza-pedro-bo/&amp;cn=Mais%20uma%20p%26eacute%3Brola%20do%20jornalismo%20%26quot%3B%26oacute%3Bbvio%20ululante%26quot%3B%3A%20Rep%26oacute%3Brter%20da%20TV%20Globo%20em%20mat%26eacute%3Bria%20sobre%20o%20acidente%20que%20resultou%20na%20morte%20de%20cinco%20jovens%20no%20Esp%26iacute%3Brito%20Santo%20diz%20que%2C%20na%20cidade%20de%20origem%20das%20v%26iacute%3Btimas%2C%20%26quot%3B%20S%26atilde%3Bo%20Mateus%26quot%3B%2C%20o%26nbsp%3B%20%26quot%3Bclima%20%26" rel="nofollow" title="Promover noOrkut">Promover noOrkut</a>
		</li>
</ul>
<div style="clear:both;"></div>
</div>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.theresahilcar.com.br/tristeza-pedro-bo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Filosofia da felicidade</title>
		<link>http://www.theresahilcar.com.br/filosofia-da-felicidade/</link>
		<comments>http://www.theresahilcar.com.br/filosofia-da-felicidade/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 15:34:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Theresa Hilcar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Café com Letras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.theresahilcar.com.br/?p=1415</guid>
		<description><![CDATA[Neste artigo escrito&#160;por Monica Aiub, um retrato da nossa sociedade que cultua a felicidade como valor intr&#237;seco enquando desvaloriza&#160;a tristeza, inc&#244;moda por&#233;m necess&#225;ria. Maioria das pessoas nega a tristeza, mas essa &#233; necess&#225;ria . Por outro lado, os padr&#245;es observados culturalmente mostram uma tend&#234;ncia a negar toda e qualquer forma de tristeza, tentando elimin&#225;-la a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-size: 14px">Neste artigo escrito&nbsp;por Monica Aiub, um retrato da nossa sociedade que cultua a felicidade como valor intr&iacute;seco enquando desvaloriza&nbsp;a tristeza, inc&ocirc;moda por&eacute;m necess&aacute;ria.</span></em></p>
<p><span style="font-size: 14px">Maioria das pessoas nega a tristeza, mas essa &eacute; necess&aacute;ria . Por outro lado, os padr&otilde;es observados culturalmente mostram uma tend&ecirc;ncia a negar toda e qualquer forma de tristeza, tentando elimin&aacute;-la a qualquer pre&ccedil;o. Drogas &ndash; l&iacute;citas e il&iacute;citas, processos de esquecimento e aliena&ccedil;&atilde;o, atividades constantes, entre outras formas, denotam a preocupa&ccedil;&atilde;o em manter a felicidade geral.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Afinal, o que &eacute; a felicidade? &Eacute; uma quest&atilde;o dif&iacute;cil, pois apesar de encontrarmos muitos fil&oacute;sofos que trataram e tratam da felicidade, nenhum deles a determina como uma coisa &uacute;nica, nem estabelece formas para nos tornarmos felizes. E isso &eacute; pr&oacute;prio da filosofia. Talvez a frase de Erasmo de Rotterdam, no Elogio da Loucura, que cito no artigo sobre o que &eacute; ser feliz &ndash; &ldquo;A felicidade consiste em ser o que se &eacute;&rdquo;, esboce um caminho para a quest&atilde;o.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Quando algu&eacute;m afirma sentir-se feliz, o que isso significa? Como saber? Como &eacute; para voc&ecirc;, leitor, sentir-se feliz? &Eacute; o mesmo para as pessoas com as quais convive? H&aacute; como mensurar formas, intensidades de felicidade ou apenas nomeamos alguns de nossos estados subjetivos?</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">A felicidade, assim como nossas emo&ccedil;&otilde;es, sentimentos, pensamentos, cren&ccedil;as, desejos, sonhos, etc. s&atilde;o estados mentais e estes s&oacute; nos s&atilde;o acess&iacute;veis a partir de uma linguagem em primeira pessoa, ou seja, uma descri&ccedil;&atilde;o sobre o que sentimos. N&atilde;o h&aacute; como ter acesso aos sentimentos de outros sen&atilde;o atrav&eacute;s de suas descri&ccedil;&otilde;es e o mesmo ocorre conosco: os outros n&atilde;o t&ecirc;m acesso ao nosso sentir, exceto se o descrevermos. Ainda assim, quando descrevemos o que sentimos, o outro interpreta a partir de seus pr&oacute;prios referenciais, o que o impede de ter uma concep&ccedil;&atilde;o exata de nosso sentir.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">O que significa, ent&atilde;o, para uma pessoa, ser feliz? Ser&aacute; que todas as vezes que voc&ecirc; afirmou estar feliz, sua afirma&ccedil;&atilde;o se referia exatamente a um mesmo estado? Ou haveria diferentes estados de felicidade? &Eacute; comum cobrarmos de n&oacute;s mesmos e dos outros um padr&atilde;o de felicidade. Todos devemos nos sentir felizes com nossas vidas, com nossos afazeres cotidianos, com nosso trabalho, com nossas rela&ccedil;&otilde;es&#8230; Partindo de nosso pr&oacute;prio existir, de nosso cotidiano, o leitor considera poss&iacute;vel ser feliz o tempo inteiro? Observo, no consult&oacute;rio de filosofia cl&iacute;nica, a perplexidade de algumas pessoas com o fato de n&atilde;o se sentirem felizes em contextos onde &ldquo;deveriam&rdquo; sentir felicidade. Ou ainda, mais perplexas por nunca terem sentido isso que dizem ser &ldquo;felicidade&rdquo;.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Poder&iacute;amos falar que &ldquo;devemos&rdquo; ser felizes? O que isto significa? Em geral, nas falas que aqui cito, significa corresponder a um padr&atilde;o do que &eacute; considerado, socialmente, felicidade. Estar sempre sorrindo, animado, motivado, com vontade de se relacionar, de ir a lugares, de se divertir&#8230; Se ampliarmos o espectro de observa&ccedil;&atilde;o dos contextos sociais, poderemos verificar que os padr&otilde;es poder&atilde;o variar de acordo com uma s&eacute;rie de fatores. Mas isto, na maioria das vezes, sequer &eacute; considerado. Al&eacute;m disso, as formas como as pessoas se constituem, como s&atilde;o, como lidam com suas quest&otilde;es, s&atilde;o diferentes; assim, o que me faz feliz pode n&atilde;o fazer o outro feliz. O que me traz felicidade poder&aacute; trazer aborrecimento ou t&eacute;dio a outras pessoas. Quero dizer, com tais questionamentos, que esquecemos de observar a singularidade de nossas formas de vida quando buscamos, ou cobramos de n&oacute;s mesmos, corresponder a padr&otilde;es gen&eacute;ricos.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Por outro lado, os padr&otilde;es observados culturalmente mostram uma tend&ecirc;ncia a negar toda e qualquer forma de tristeza, tentando elimin&aacute;-la a qualquer pre&ccedil;o. Drogas &ndash; l&iacute;citas e il&iacute;citas, processos de esquecimento e aliena&ccedil;&atilde;o, atividades constantes, entre outras formas, denotam a preocupa&ccedil;&atilde;o em manter a felicidade geral. Se consideramos, em tempos anteriores, a tristeza como algo natural, como parte de um processo necess&aacute;rio &agrave;s movimenta&ccedil;&otilde;es do ser humano em suas intera&ccedil;&otilde;es com o mundo, a tend&ecirc;ncia atual &eacute; n&atilde;o apenas buscar, mas exigir uma felicidade constante, ainda que adquirida artificialmente. Dessa perspectiva &eacute; poss&iacute;vel observar uma modifica&ccedil;&atilde;o no modo de lidar com a felicidade e a tristeza, antes consideradas complementares, naturais e necess&aacute;rias ao desenvolvimento humano, s&atilde;o hoje opostas: a felicidade sempre necess&aacute;ria, e a tristeza confundida com uma patologia que precisa ser extirpada, curada.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Allan Horwitz e Jerome Wakefield, no livro A tristeza perdida, mostram como a tristeza &eacute; confundida com a depress&atilde;o, inclusive por m&eacute;dicos, que optam por medicar casos de tristeza. Ser&aacute; que a tristeza advinda de nossas insatisfa&ccedil;&otilde;es com a vida, de nossa rea&ccedil;&atilde;o &agrave;s perdas, ao mal-estar deve ser simplesmente extirpada? Curada? Ou seria ela um indicativo da necessidade de encontrarmos formas para superarmos o que se colocou para n&oacute;s como limita&ccedil;&atilde;o, como inc&ocirc;modo?</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">O n&uacute;mero de pessoas que tomam antidepressivos aumenta cotidianamente, o uso de drogas, feito por pessoas que buscam manter um estado de &ldquo;felicidade&rdquo; constante, tamb&eacute;m. O mundo n&atilde;o &eacute; perfeito, n&oacute;s tamb&eacute;m n&atilde;o somos. A constata&ccedil;&atilde;o das imperfei&ccedil;&otilde;es, as insatisfa&ccedil;&otilde;es podem nos mover a transformar nossas vidas, a criar alternativas. Mas se nos contentarmos com isto que n&atilde;o est&aacute; bom, suprindo nossas necessidades de bem-estar e prazer artificialmente, sem encararmos o que nos incomoda, simplesmente perpetuaremos as condi&ccedil;&otilde;es nas quais nos encontramos, ou pior, talvez estejamos permitindo que as condi&ccedil;&otilde;es indesejadas se alastrem, enquanto vivemos nossa felicidade artificial. A tristeza &eacute;, muitas vezes, inevit&aacute;vel ao movimento, &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Contudo, basta estarmos um pouco tristes para algu&eacute;m j&aacute; querer nos tirar de nosso estado. Muitos se aborrecem conosco se n&atilde;o abandonamos nossa tristeza em suas primeiras tentativas. No mundo do trabalho, n&atilde;o h&aacute; lugar para a tristeza, ela deve ser tratada, porque o profissional, seja de que &aacute;rea for, na maioria dos contextos deve estar sempre sorrindo. Ainda que seu trabalho seja inadequado a voc&ecirc;, ainda que sua rotina seja extremamente aborrecida, ainda que seu sal&aacute;rio n&atilde;o pague as contas do m&ecirc;s, &eacute; preciso que voc&ecirc; se sinta feliz, perfeito, forte, vencedor. Isto &eacute; poss&iacute;vel?</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Este ser feliz, perfeito, forte n&atilde;o existe, ele &eacute; uma fic&ccedil;&atilde;o, um ser abstrato e inating&iacute;vel plenamente. Contudo, cobramos diariamente, de n&oacute;s mesmos e dos outros, uma felicidade abstrata e perene. Temos momentos de felicidade, de bem-estar, de sa&uacute;de, de vida, etc., mas tristeza, mal-estar, doen&ccedil;a, morte tamb&eacute;m s&atilde;o partes constitutivas de nosso existir. &Eacute; claro que n&atilde;o se trata de sucumbir a tais estados e eles se tornarem perenes, destruindo nossas possibilidades de exist&ecirc;ncia. Trata-se, sim, de encontrarmos as formas poss&iacute;veis para lidarmos com tais estados, trata-se de observarmos nossos processos e buscarmos as mudan&ccedil;as necess&aacute;rias em nossas vidas.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Mas a busca da felicidade artificial nos leva, contrariamente, a um &ldquo;fazer menos&rdquo;, &ldquo;viver menos&rdquo;, para n&atilde;o colocarmos em risco uma pretensa estabilidade que denominamos felicidade. &ldquo;Se &eacute; dif&iacute;cil estabelecer rela&ccedil;&otilde;es, e &eacute; dif&iacute;cil, melhor n&atilde;o se relacionar. Se h&aacute; insatisfa&ccedil;&atilde;o com a carreira, assim &eacute; a vida, melhor n&atilde;o arriscar o certo&rdquo;. Ao optarmos pelo n&atilde;o movimento a fim de evitarmos a tristeza, fazemos uma op&ccedil;&atilde;o: j&aacute; estamos em movimento, perpetuando um estado. Ser&aacute; que nosso movimento garantir&aacute; felicidade? Ou nos impedir&aacute; de alcan&ccedil;&aacute;-la? Temos consci&ecirc;ncia das possibilidades de realiza&ccedil;&atilde;o daquilo que buscamos, das prov&aacute;veis consequ&ecirc;ncias de nossas escolhas? Sabemos como construir as bases para que nossas buscas possam ser realizadas? Estes s&atilde;o aspectos importantes para avaliarmos, mas tamb&eacute;m &eacute; preciso que tenhamos consci&ecirc;ncia que as coisas podem dar errado, e que se isto ocorrer, &eacute; natural que fiquemos tristes, n&atilde;o h&aacute; nada errado com isso.</span></p>


<div class="shr-bookmarks shr-bookmarks-expand">
<ul class="socials">
		<li class="shr-twitter">
			<a href="http://twitter.com/home?status=Filosofia+da+felicidade+-+http://bit.ly/JgZBRh&amp;source=shareaholic" rel="nofollow" title="Tweet This!">Tweet This!</a>
		</li>
		<li class="shr-facebook">
			<a href="http://www.facebook.com/share.php?v=4&amp;src=bm&amp;u=http://www.theresahilcar.com.br/filosofia-da-felicidade/&amp;t=Filosofia+da+felicidade" rel="nofollow" title="Compartilhar noFacebook">Compartilhar noFacebook</a>
		</li>
		<li class="shr-googlebuzz">
			<a href="http://www.google.com/buzz/post?url=http://www.theresahilcar.com.br/filosofia-da-felicidade/&amp;imageurl=" rel="nofollow" title="Post on Google Buzz">Post on Google Buzz</a>
		</li>
		<li class="shr-orkut">
			<a href="http://promote.orkut.com/preview?nt=orkut.com&amp;tt=Filosofia+da+felicidade&amp;du=http://www.theresahilcar.com.br/filosofia-da-felicidade/&amp;cn=Neste%20artigo%20escrito%26nbsp%3Bpor%20Monica%20Aiub%2C%20um%20retrato%20da%20nossa%20sociedade%20que%20cultua%20a%20felicidade%20como%20valor%20intr%26iacute%3Bseco%20enquando%20desvaloriza%26nbsp%3Ba%20tristeza%2C%20inc%26ocirc%3Bmoda%20por%26eacute%3Bm%20necess%26aacute%3Bria.%0D%0AMaioria%20das%20pessoas%20nega%20a%20tristeza%2C%20mas%20essa%20%26eacute%3B%20necess%26aacute%3Bria%20.%20Por%20outro%20lado" rel="nofollow" title="Promover noOrkut">Promover noOrkut</a>
		</li>
</ul>
<div style="clear:both;"></div>
</div>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.theresahilcar.com.br/filosofia-da-felicidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Só chuva de dinheiro pode combater a corrupção</title>
		<link>http://www.theresahilcar.com.br/so-chuva-de-dinheiro-pode-combater-a-corrupcao/</link>
		<comments>http://www.theresahilcar.com.br/so-chuva-de-dinheiro-pode-combater-a-corrupcao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 19:31:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Theresa Hilcar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Café com Letras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.theresahilcar.com.br/?p=1413</guid>
		<description><![CDATA[Que o jornalista Dante Filho escreve bem todo mundo sabe. Mas&#160;cada texto seu ainda me surpreende. Ele comete a proeza e a coragem de&#160;se superar a cada artigo, publicado ou n&#227;o. Como este, intitulado &#34;S&#243; chuva de dinheiro pode combater a corrup&#231;&#227;o&#34;, que me enviou hoje, e fa&#231;o quest&#227;o de publicar, ainda que ele&#160;fique um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif"><span style="font-size: 14px">Que o jornalista Dante Filho escreve bem todo mundo sabe. Mas&nbsp;cada texto seu ainda me surpreende. Ele comete a proeza e a coragem de&nbsp;se superar a cada artigo, publicado ou n&atilde;o. Como este, intitulado &quot;S&oacute; chuva de dinheiro pode combater a corrup&ccedil;&atilde;o&quot;, que me enviou hoje, e fa&ccedil;o quest&atilde;o de publicar, ainda que ele&nbsp;fique um tanto reticente, com receio de ferir suscetibilidades. Duvido que isto aconte&ccedil;a. Sua lucidez e at&eacute; seu desencanto sincero diante das absurdas quest&otilde;es pol&iacute;ticas deste Pa&iacute;s, n&atilde;o s&atilde;o nada mais do que o grito preso na garganta dos l&uacute;cidos e inconformados, como ele. Ali&aacute;s, como muitos de n&oacute;s. Suas palavras s&atilde;o puro deleite intelectual. Aproveitem a leitura!</span></span></p>
<p><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif"><span style="font-size: 14px">&quot;<em>Vem a&iacute; uma nova safra de atos p&uacute;blicos contra a corrup&ccedil;&atilde;o. Meu amigo Fausto Mattogrosso me convoca para, no pr&oacute;ximo dia 21, na Pra&ccedil;a do R&aacute;dio, em Campo Grande, colocar minha indigna&ccedil;&atilde;o na rua, protestando contra o drag&atilde;o da maldade que assola o Pa&iacute;s.</em></span></span></p>
<p><em><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif"><span style="font-size: 14px">Fausto &eacute; um dos meus her&oacute;is da resist&ecirc;ncia preferido. Sua disposi&ccedil;&atilde;o de luta me traz no peito lufadas alegres e revigorantes de um tempo em que tudo era mais sereno e puro, mesmo havendo mais medo e terror. Na minha comiss&atilde;o interna da verdade, estou quase esquecendo que um dia houve ditadura no Pa&iacute;s. Mas deixa isso pra l&aacute;&#8230;</span></span></em></p>
<p><em><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif"><span style="font-size: 14px">O assunto que interessa &eacute; o seguinte: &eacute; com dor no cora&ccedil;&atilde;o que informo ao meu querido Fausto que o ato anticorrup&ccedil;&atilde;o de 21 de abril n&atilde;o vai dar certo. Isso n&atilde;o &eacute; conformismo. &Eacute; apenas constata&ccedil;&atilde;o sobre o curso natural da vida e das coisas.&nbsp; Ningu&eacute;m se disp&otilde;e a sair de casa para ouvir o &oacute;bvio que ulula nas entranhas da lua (po&eacute;tico, n&eacute;?).</span></span></em></p>
<p><em><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif"><span style="font-size: 14px">E no fundo, bem l&aacute; no fundo, quem se importa com o assalto aos cofres p&uacute;blicos? Parece que pouqu&iacute;ssimas pessoas. Nos &uacute;ltimos dias pesquisas e mais pesquisas mostraram e comprovaram que o pov&atilde;o est&aacute; adorando tudo isso que est&aacute; a&iacute;. A Dilma est&aacute; brincando de faxinar e tem lar&aacute;pio vibrando com a coisa porque sabe que &agrave; medida que se cr&ecirc; nesta distra&ccedil;&atilde;o fica mais f&aacute;cil continuar o saque ao er&aacute;rio. Noutras palavras, gostamos de ser roubados.</span></span></em></p>
<p><em><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif"><span style="font-size: 14px">O pessoal que organiza atos contra a corrup&ccedil;&atilde;o acredita, por&eacute;m, que a chama deve ser mantida acesa por &ldquo;quest&otilde;es estrat&eacute;gicas da luta democr&aacute;tica&rdquo; (chav&otilde;es gastos para ideias mofadas), mas sou obrigado a confessar que fico torcendo que haja uma surpresa e a Pra&ccedil;a fique lotada. Mas constato entristecido que a cada &ldquo;evento&rdquo; a decep&ccedil;&atilde;o cresce e o &acirc;nimo se esvai. A baixa participa&ccedil;&atilde;o e o desinteresse s&atilde;o not&aacute;veis. Muitos questionam as raz&otilde;es pelas quais o povo n&atilde;o participa desses momentos c&iacute;vicos, mas a resposta certamente daria um comp&ecirc;ndio de propor&ccedil;&otilde;es b&iacute;blicas.</span></span></em></p>
<p><em><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif"><span style="font-size: 14px">&Eacute; prov&aacute;vel que a corrup&ccedil;&atilde;o s&oacute; venha a mobilizar a popula&ccedil;&atilde;o quando a conjuntura engrossar o caldo do desemprego cr&ocirc;nico, da economia fraca, da infla&ccedil;&atilde;o alta, da escassez de alimento e da viol&ecirc;ncia pesada nas ruas. Mas reparem: o governo vem esticando a corda do est&iacute;mulo ao consumo e ao cr&eacute;dito f&aacute;cil para ganhar tempo e deixar que essa bomba estoure no colo de outros agentes pol&iacute;ticos, talvez no dos &ldquo;neoliberais&rdquo;.&nbsp; Estou cada vez mais convencido de que corrup&ccedil;&atilde;o como tema pol&iacute;tico isolado esvazia o sentido de qualquer movimento pol&iacute;tico.</span></span></em></p>
<p><em><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif"><span style="font-size: 14px">A luta contra a corrup&ccedil;&atilde;o serve apenas para dignificar alguns discursos e enaltecer seus figurantes. &Eacute; tudo vaidade. Vejam o que aconteceu com o senador Dem&oacute;stenes Torres? O personagem que ele inventou derruba qualquer l&oacute;gica que possa sustentar um movimento deste tipo. A realidade brasileira &eacute; c&iacute;nica demais para conferir qualquer aspecto de moralidade &agrave; luta anticorrup&ccedil;&atilde;o. Infelizmente.</span></span></em></p>
<p><em><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif"><span style="font-size: 14px">J&aacute; pensei in&uacute;meras vezes como fazer para levar as massas &agrave;s ruas num ato contra a corrup&ccedil;&atilde;o no Brasil. Quem sabe contratar aquelas louras ucranianas que tiram a roupa em pra&ccedil;a p&uacute;blica? Poderia ser um sucesso, mas seria transparente demais para um Pa&iacute;s que s&oacute; tolera a exposi&ccedil;&atilde;o por inteiro do corpo durante o carnaval porque se trata de uma esp&eacute;cie de manifesta&ccedil;&atilde;o cat&aacute;rtica de todos os nossos males. Na verdade, o carnaval nada mais &eacute; do que a homenagem suprema que fazemos ao nosso apego cultural a delitos de todos os tipos.</span></span></em></p>
<p><em><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif"><span style="font-size: 14px">Talvez a corrup&ccedil;&atilde;o como energia pol&iacute;tica s&oacute; pudesse se concretizar efetivamente como for&ccedil;a popular usando a atra&ccedil;&atilde;o de seu elemento vital: o dinheiro. N&atilde;o estou propondo usar a corrup&ccedil;&atilde;o para fomentar a luta anticorrup&ccedil;&atilde;o. A ideia seria mais simples. Primeiro, criar&iacute;amos o Dia Nacional do Combate &agrave; Corrup&ccedil;&atilde;o. Em seguida, construir&iacute;amos um imenso galp&atilde;o para guardar todo dinheiro roubado l&aacute; dentro.</span></span></em></p>
<p><em><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif"><span style="font-size: 14px">Esse edif&iacute;cio ficaria extremamente bem guardado sob a vigil&acirc;ncia permanente de c&acirc;maras internas de TV, como numa esp&eacute;cie de BBB do roubo. A&iacute;, no dia marcado, a popula&ccedil;&atilde;o brasileira seria convocada para pegar nas m&atilde;os o dinheiro roubado, que seria aspergido de helic&oacute;pteros e avi&otilde;es no espa&ccedil;o aberto do nosso c&eacute;u azul anil. Seria uma sensa&ccedil;&atilde;o.</span></span></em></p>
<p><em><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif"><span style="font-size: 14px">Com certeza, isso n&atilde;o acabaria com a corrup&ccedil;&atilde;o. Mas que mobilizaria milh&otilde;es de &ldquo;manifestantes&rdquo;, isso (confie em mim, Fausto) seria mais do que um fato concreto: seria o &oacute;bvio ululando nas entranhas da lua, companheiro!&quot;.</span></span></em></p>
<p><em>*jornalista (<a href="mailto:dantefilho@folha.com.br">dantefilho@folha.com.br</a>)</em></p>
<p><em>&nbsp;</em></p>
<p><em>&nbsp;</em></p>
<p>
	<span style="display: none">&nbsp;</span></p>


<div class="shr-bookmarks shr-bookmarks-expand">
<ul class="socials">
		<li class="shr-twitter">
			<a href="http://twitter.com/home?status=S%C3%B3+chuva+de+dinheiro+pode+combater+a+corrup%C3%A7%C3%A3o+-+http://bit.ly/HGTWmo&amp;source=shareaholic" rel="nofollow" title="Tweet This!">Tweet This!</a>
		</li>
		<li class="shr-facebook">
			<a href="http://www.facebook.com/share.php?v=4&amp;src=bm&amp;u=http://www.theresahilcar.com.br/so-chuva-de-dinheiro-pode-combater-a-corrupcao/&amp;t=S%C3%B3+chuva+de+dinheiro+pode+combater+a+corrup%C3%A7%C3%A3o" rel="nofollow" title="Compartilhar noFacebook">Compartilhar noFacebook</a>
		</li>
		<li class="shr-googlebuzz">
			<a href="http://www.google.com/buzz/post?url=http://www.theresahilcar.com.br/so-chuva-de-dinheiro-pode-combater-a-corrupcao/&amp;imageurl=" rel="nofollow" title="Post on Google Buzz">Post on Google Buzz</a>
		</li>
		<li class="shr-orkut">
			<a href="http://promote.orkut.com/preview?nt=orkut.com&amp;tt=S%C3%B3+chuva+de+dinheiro+pode+combater+a+corrup%C3%A7%C3%A3o&amp;du=http://www.theresahilcar.com.br/so-chuva-de-dinheiro-pode-combater-a-corrupcao/&amp;cn=Que%20o%20jornalista%20Dante%20Filho%20escreve%20bem%20todo%20mundo%20sabe.%20Mas%26nbsp%3Bcada%20texto%20seu%20ainda%20me%20surpreende.%20Ele%20comete%20a%20proeza%20e%20a%20coragem%20de%26nbsp%3Bse%20superar%20a%20cada%20artigo%2C%20publicado%20ou%20n%26atilde%3Bo.%20Como%20este%2C%20intitulado%20%26quot%3BS%26oacute%3B%20chuva%20de%20dinheiro%20pode%20combater%20a%20corrup%26ccedil%3B%26atilde%3Bo%26quot%3B%2C%20que" rel="nofollow" title="Promover noOrkut">Promover noOrkut</a>
		</li>
</ul>
<div style="clear:both;"></div>
</div>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.theresahilcar.com.br/so-chuva-de-dinheiro-pode-combater-a-corrupcao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Vamos morrer igual mas envelhecer menos&#8221; &#8211; entrevista</title>
		<link>http://www.theresahilcar.com.br/vamos-morrer-igual-mas-envelhecer-menos-entrevista/</link>
		<comments>http://www.theresahilcar.com.br/vamos-morrer-igual-mas-envelhecer-menos-entrevista/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 15:08:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Theresa Hilcar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Na Mídia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.theresahilcar.com.br/?p=1410</guid>
		<description><![CDATA[&#160; Parte da excelente entrevista da revista PODER, com o&#160; neurocirurgi&#227;o Paulo Niemeyer Filho, &#160;O que fazer para melhorar o &#160;c&#233;rebro ?&#160; Vc. tem de tratar do esp&#237;rito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exerc&#237;cio. Se est&#225; deprimido, reclamando de tudo, com a autoestima baixa, fazer fofocas, sentir inveja etc&#8230; A primeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.theresahilcar.com.br/wp-content/uploads/2012/04/neurocirurgiao.jpg"><img alt="" class="alignleft size-full wp-image-1411" height="304" src="http://www.theresahilcar.com.br/wp-content/uploads/2012/04/neurocirurgiao.jpg" title="neurocirurgiao" width="477" /></a>Parte da excelente entrevista da revista PODER, com o&nbsp; neurocirurgi&atilde;o Paulo Niemeyer Filho,</p>
<p><strong>&nbsp;O que fazer para melhorar o &nbsp;c&eacute;rebro ?&nbsp;</strong></p>
<p>Vc. tem de tratar do esp&iacute;rito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exerc&iacute;cio. Se est&aacute; deprimido, reclamando de tudo, com a autoestima baixa, fazer fofocas, sentir inveja etc&#8230;<br />
	A primeira coisa que acontece &eacute; a mem&oacute;ria ir embora; 90% das queixas de falta de mem&oacute;ria s&atilde;o por depress&atilde;o, desencanto, desest&iacute;mulo. Para o c&eacute;rebro funcionar melhor, voc&ecirc; tem de ter alegria. Acordar de manh&atilde; e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que est&aacute; fazendo e ter a autoestima no ponto.PODER: Cabe&ccedil;a tem a ver com alma?</p>
<p>PN: Eu acredito que a alma est&aacute; na cabe&ccedil;a. Quando um doente est&aacute; com morte cerebral, voc&ecirc; tem a impress&atilde;o de que ele j&aacute; est&aacute; sem alma&#8230; Isso n&atilde;o d&aacute; para explicar, o cora&ccedil;&atilde;o est&aacute; batendo, mas ele n&atilde;o est&aacute; mais vivo. Isto comprova que os sentimentos se originam no c&eacute;rebro e n&atilde;o no cora&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><strong>O que se pode fazer para se prevenir de doen&ccedil;as neurol&oacute;gicas?</strong></p>
<p>PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investiga&ccedil;&atilde;o cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais t&ecirc;m uma mortalidade de 50% quando rompem, n&atilde;o importa o tratamento. Dos 50% que n&atilde;o morrem, 30% v&atilde;o ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. S&oacute; 20% ficam bem. Agora, se voc&ecirc; encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que &eacute; de 2%, 3%. &Eacute; uma doen&ccedil;a muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.</p>
<p>&nbsp;<strong>Voc&ecirc; acha que a vida moderna atrapalha?</strong></p>
<p>PN: N&atilde;o, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade M&eacute;dia era um horror. As pessoas morriam de doen&ccedil;as que hoje s&atilde;o banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem rem&eacute;dios fort&iacute;ssimos, ningu&eacute;m mais tem dor.</p>
<p>&nbsp;<strong>Existe algum inimigo do bom funcionamento do c&eacute;rebro?</strong></p>
<p>PN: Todo exagero.<br />
	Na bebida, nas drogas, na comida, no mau humor, nas reclama&ccedil;&otilde;es da vida, nos sonhos, na arrog&acirc;ncia,etc.<br />
	O c&eacute;rebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra.<br />
	&Eacute; muito dif&iacute;cil um c&eacute;rebro muito bom num corpo muito maltratado, e vice-versa.</p>
<p><strong>&nbsp;Qual a evolu&ccedil;&atilde;o que voc&ecirc; imagina para a neurocirurgia?</strong></p>
<p>PN: At&eacute; agora a gente trata das deformidades que a doen&ccedil;a causa, mas acho que vamos entrar numa fase de repara&ccedil;&atilde;o do funcionamento cerebral, cirurgia gen&eacute;tica, que ser&atilde;o cirurgias com introdu&ccedil;&atilde;o de cateter, coloca&ccedil;&atilde;o de part&iacute;culas de nanotecnologia, em que voc&ecirc; vai entrar na c&eacute;lula, com part&iacute;culas que carregam dentro delas um rem&eacute;dio que vai matar aquela c&eacute;lula doente que te faz infeliz. Daqui a 50 anos ningu&eacute;m mais vai precisar abrir a cabe&ccedil;a.</p>
<p><strong>&nbsp;Voc&ecirc; acha que n&oacute;s somos a &uacute;ltima gera&ccedil;&atilde;o que vai envelhecer?</strong></p>
<p>PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas ir&atilde;o bem at&eacute; morrer. &Eacute; isso que a gente espera. Ningu&eacute;m quer a decad&ecirc;ncia da velhice. Se voc&ecirc; puder ir bem mentalmente ,com sa&uacute;de, e bom aspecto, at&eacute; o dia da morte, ser&aacute; uma maravilha.</p>
<p><strong>&nbsp;Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Voc&ecirc; acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?</strong></p>
<p>PN: O c&eacute;rebro vai se adaptando aos est&iacute;mulos que recebe, e &agrave;s necessidades. Voc&ecirc; v&ecirc; pais reclamando que os filhos n&atilde;o saem da internet, mas eles t&ecirc;m de fazer isso porque o c&eacute;rebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque sen&atilde;o vai ficar para tr&aacute;s. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o c&eacute;rebro vai correndo atr&aacute;s, se adaptando.</p>
<p><strong>Voc&ecirc; acredita em Deus?</strong></p>
<p>PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando acabamos de operar, vai at&eacute; a fam&iacute;lia e diz:</p>
<p>&quot;Ele est&aacute; salvo&quot;.</p>
<p>A&iacute;, a fam&iacute;lia olha pra voc&ecirc; e diz:</p>
<p>&quot;Gra&ccedil;as a Deus!&quot;.</p>
<p>Ent&atilde;o, a gente acredita que n&atilde;o fomos apenas n&oacute;s, que existe algo mais independente de religi&atilde;o<span style="display: none">&nbsp;</span></p>


<div class="shr-bookmarks shr-bookmarks-expand">
<ul class="socials">
		<li class="shr-twitter">
			<a href="http://twitter.com/home?status=%22Vamos+morrer+igual+mas+envelhecer+menos%22+-+entrevista+-+http://bit.ly/HDLnsK&amp;source=shareaholic" rel="nofollow" title="Tweet This!">Tweet This!</a>
		</li>
		<li class="shr-facebook">
			<a href="http://www.facebook.com/share.php?v=4&amp;src=bm&amp;u=http://www.theresahilcar.com.br/vamos-morrer-igual-mas-envelhecer-menos-entrevista/&amp;t=%22Vamos+morrer+igual+mas+envelhecer+menos%22+-+entrevista" rel="nofollow" title="Compartilhar noFacebook">Compartilhar noFacebook</a>
		</li>
		<li class="shr-googlebuzz">
			<a href="http://www.google.com/buzz/post?url=http://www.theresahilcar.com.br/vamos-morrer-igual-mas-envelhecer-menos-entrevista/&amp;imageurl=" rel="nofollow" title="Post on Google Buzz">Post on Google Buzz</a>
		</li>
		<li class="shr-orkut">
			<a href="http://promote.orkut.com/preview?nt=orkut.com&amp;tt=%22Vamos+morrer+igual+mas+envelhecer+menos%22+-+entrevista&amp;du=http://www.theresahilcar.com.br/vamos-morrer-igual-mas-envelhecer-menos-entrevista/&amp;cn=%26nbsp%3B%0D%0AParte%20da%20excelente%20entrevista%20da%20revista%20PODER%2C%20com%20o%26nbsp%3B%20neurocirurgi%26atilde%3Bo%20Paulo%20Niemeyer%20Filho%2C%0D%0A%26nbsp%3BO%20que%20fazer%20para%20melhorar%20o%20%26nbsp%3Bc%26eacute%3Brebro%20%3F%26nbsp%3B%0D%0AVc.%20tem%20de%20tratar%20do%20esp%26iacute%3Brito.%20Precisa%20estar%20feliz%2C%20de%20bem%20com%20a%20vida%2C%20fazer%20exerc%26iacute%3Bcio.%20Se%20est%26aacute%3B%20deprim" rel="nofollow" title="Promover noOrkut">Promover noOrkut</a>
		</li>
</ul>
<div style="clear:both;"></div>
</div>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.theresahilcar.com.br/vamos-morrer-igual-mas-envelhecer-menos-entrevista/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A ilusão das CPIs</title>
		<link>http://www.theresahilcar.com.br/a-ilusao-das-cpis/</link>
		<comments>http://www.theresahilcar.com.br/a-ilusao-das-cpis/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 14:16:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Theresa Hilcar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Na Mídia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.theresahilcar.com.br/?p=1407</guid>
		<description><![CDATA[Excelente artigo de Josias de Souza. Saiba por que o Cachoeira desaguou na CPI da Unanimidade, provocando o tsunami de cinismo http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/04/11/saiba-por-que-o-cachoeira-desaguou-na-cpi-da-unanimidade-provocando-o-tsunami-de-cinismo/ARtigo Josias de Souza Tweet This! Compartilhar noFacebook Post on Google Buzz Promover noOrkut]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1><span style="font-size: 14px"><strong>Excelente artigo de Josias de Souza.</strong></span></h1>
<h1><span style="font-size: 14px"><a href="http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/04/11/saiba-por-que-o-cachoeira-desaguou-na-cpi-da-unanimidade-provocando-o-tsunami-de-cinismo/">Saiba por que o Cachoeira desaguou na CPI da Unanimidade, provocando o tsunami de cinismo</a></span></h1>
<p><a href="http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/04/11/saiba-por-que-o-cachoeira-desaguou-na-cpi-da-unanimidade-provocando-o-tsunami-de-cinismo/">http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/04/11/saiba-por-que-o-cachoeira-desaguou-na-cpi-da-unanimidade-provocando-o-tsunami-de-cinismo/</a><a href="http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/04/11/saiba-por-que-o-cachoeira-desaguou-na-cpi-da-unanimidade-provocando-o-tsunami-de-cinismo/">ARtigo Josias de Souza</a></p>


<div class="shr-bookmarks shr-bookmarks-expand">
<ul class="socials">
		<li class="shr-twitter">
			<a href="http://twitter.com/home?status=A+ilus%C3%A3o+das+CPIs+-+http://bit.ly/HBoQww&amp;source=shareaholic" rel="nofollow" title="Tweet This!">Tweet This!</a>
		</li>
		<li class="shr-facebook">
			<a href="http://www.facebook.com/share.php?v=4&amp;src=bm&amp;u=http://www.theresahilcar.com.br/a-ilusao-das-cpis/&amp;t=A+ilus%C3%A3o+das+CPIs" rel="nofollow" title="Compartilhar noFacebook">Compartilhar noFacebook</a>
		</li>
		<li class="shr-googlebuzz">
			<a href="http://www.google.com/buzz/post?url=http://www.theresahilcar.com.br/a-ilusao-das-cpis/&amp;imageurl=" rel="nofollow" title="Post on Google Buzz">Post on Google Buzz</a>
		</li>
		<li class="shr-orkut">
			<a href="http://promote.orkut.com/preview?nt=orkut.com&amp;tt=A+ilus%C3%A3o+das+CPIs&amp;du=http://www.theresahilcar.com.br/a-ilusao-das-cpis/&amp;cn=Excelente%20artigo%20de%20Josias%20de%20Souza.%0D%0ASaiba%20por%20que%20o%20Cachoeira%20desaguou%20na%20CPI%20da%20Unanimidade%2C%20provocando%20o%20tsunami%20de%20cinismo%0D%0Ahttp%3A%2F%2Fjosiasdesouza.blogosfera.uol.com.br%2F2012%2F04%2F11%2Fsaiba-por-que-o-cachoeira-desaguou-na-cpi-da-unanimidade-provocando-o-tsunami-de-cinismo%2FARtigo%20Josias%20de%20Souza%0D%0A" rel="nofollow" title="Promover noOrkut">Promover noOrkut</a>
		</li>
</ul>
<div style="clear:both;"></div>
</div>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.theresahilcar.com.br/a-ilusao-das-cpis/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sêneca, Demóstenes e a ética na política</title>
		<link>http://www.theresahilcar.com.br/seneca-demostenes-e-a-etica-na-politica/</link>
		<comments>http://www.theresahilcar.com.br/seneca-demostenes-e-a-etica-na-politica/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 21:10:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Theresa Hilcar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Na Mídia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.theresahilcar.com.br/?p=1404</guid>
		<description><![CDATA[Artigo publicado na &#34;Carta Capital&#34; Em &#34;A Origem do Cristianismo&#34;, Karl Kautsky se refere ao per&#237;odo de decad&#234;ncia do Imp&#233;rio Romando, quando a atividade pol&#237;tica teria cessado. Nessa &#233;poca, segundo ele, era moda pronunciar discursos edificantes e fabricar m&#225;ximas morais. O fim da pol&#237;tica e o privil&#233;gio das pr&#233;dicas morais levavam, inevitavelmente, a uma evidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-size: 14px">Artigo publicado na &quot;Carta Capital&quot;</span></em></p>
<p><span style="font-size: 14px">Em &quot;A Origem do Cristianismo&quot;, Karl Kautsky se refere ao per&iacute;odo de decad&ecirc;ncia do Imp&eacute;rio Romando, quando a atividade pol&iacute;tica teria cessado. Nessa &eacute;poca, segundo ele, era moda pronunciar discursos edificantes e fabricar m&aacute;ximas morais. O fim da pol&iacute;tica e o privil&eacute;gio das pr&eacute;dicas morais levavam, inevitavelmente, a uma evidente contradi&ccedil;&atilde;o: muitos dos pregadores eram flagrados em desvios graves, morais, semelhantes &agrave;queles que condenavam. </span><span style="font-size: 14px">O artigo &eacute; de Emiliano Jos&eacute;(*)</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">&quot;Eu me impressiono com o clima moralista dominante, com a desqualifica&ccedil;&atilde;o permanente da pol&iacute;tica, com a eleva&ccedil;&atilde;o da moral &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de deusa suprema. Homens puros e bons se elevam, e v&atilde;o limpando o ambiente de tantos seres sujos, pecaminosos, e dados &agrave; pr&aacute;tica da corrup&ccedil;&atilde;o. Os pregadores alevantam sua voz tonitruante e condenam todos os que estejam ao lado, e que presumivelmente tenham cometido algum pecado. Nem lhes importa investigar se verdade ou mentira, que aos pregadores basta uma not&iacute;cia para que saiam a campo e, em muitos casos, a not&iacute;cia &eacute; encomendada, lamentavelmente. Saem a campo cheios de pose, com seus dedos incriminadores, seu verbo incendi&aacute;rio, cheios de raz&atilde;o.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">&Eacute; de hoje, &eacute; de ontem, &eacute; de anteontem essa pr&aacute;tica. Se quisermos nos referir ao Brasil, &eacute; s&oacute; lembrar personagem famoso &ndash; Carlos Lacerda, O Corvo &ndash;, que n&atilde;o se incomodava em inventar hist&oacute;rias fantasiosas para atacar seus advers&aacute;rios pela imprensa, e seu esp&iacute;rito golpista sempre andava de bra&ccedil;os dados com o moralismo udenista, que hoje reaparece no Brasil com toda for&ccedil;a.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">A tenta&ccedil;&atilde;o &eacute; recorrer a Marx e dizer que a hist&oacute;ria nunca se repete &ndash; numa ocasi&atilde;o &eacute; trag&eacute;dia, l&aacute; com Lacerda, na sequ&ecirc;ncia, &eacute; farsa, como nos dias de hoje, com Dem&oacute;stenes Torres. A moral e a &eacute;tica n&atilde;o podem substituir a pol&iacute;tica. Podem e devem servir de subst&acirc;ncia a ela, se verdadeiras. S&atilde;o um substrato para o exerc&iacute;cio da pol&iacute;tica, mas n&atilde;o podem e n&atilde;o devem substitu&iacute;-la.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Em geral, mais cedo ou mais tarde, nessas &eacute;pocas de tentativa de predom&iacute;nio do moralismo, da substitui&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica pela moral, os pregadores acabam bebendo do pr&oacute;prio veneno. O povo diria que o pregador age como o macaco, que n&atilde;o olha para o pr&oacute;prio rabo. &Eacute; como se pregasse com tanta insist&ecirc;ncia o respeito &agrave; moral, o bom uso do dinheiro p&uacute;blico &ndash; o que &eacute; absolutamente correto &ndash; apenas e t&atilde;o somente para encobrir a montanha de problemas que ele pr&oacute;prio acumula ao longo de sua exist&ecirc;ncia, quando n&atilde;o a montanha de fortuna adquirida exatamente com os m&eacute;todos que condena.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">O mundo que ele prega &ndash; de profundo respeito &agrave; &eacute;tica &ndash; &eacute; uma exig&ecirc;ncia para os outros, e vale apenas como apar&ecirc;ncia para ele. Como defesa, quem sabe. At&eacute; que a casa caia e, n&atilde;o raramente, cai. Um fariseu, diriam os crist&atilde;os. Quando cai, h&aacute; os que se assustam, perplexos com tal dist&acirc;ncia entre o verbo e a vida. &Eacute; bom precaver-se contra os pregadores, os moralistas. S&atilde;o sepulcros caiados &ndash; ainda &eacute; a b&iacute;blia. &Eacute; bom compreender que o pecado mora ao lado. Quase sempre. Dem&oacute;stenes est&aacute; a&iacute; para n&atilde;o deixar ningu&eacute;m se enganar. Ou exigindo muito mais cautela diante dos pregadores.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Esses dias me caiu &agrave;s m&atilde;os o livro &ldquo;A origem do cristianismo&rdquo;, de Karl Kautsky. Caiu &agrave;s m&atilde;os &eacute; forma de dizer. Eu o procurei por sugest&atilde;o de meu amigo Ven&iacute;cio Artur de Lima. Valeu a pena. Por muitas raz&otilde;es, que n&atilde;o cabe aqui detalhar. Quanto a essa discuss&atilde;o, lembro-me da remiss&atilde;o que Kautsky faz ao per&iacute;odo da decad&ecirc;ncia do Imp&eacute;rio Romano, quando, na vis&atilde;o dele, todas as atividades pol&iacute;ticas tinham cessado. Nessa &eacute;poca, ainda segundo o nosso autor, &ldquo;chegou a ser moda pronunciar discursos edificantes e fabricar m&aacute;ximas e historietas morais&rdquo;.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">O fim da pol&iacute;tica e o privil&eacute;gio das pr&eacute;dicas morais voltadas &agrave; perfei&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo ou &agrave; simples valoriza&ccedil;&atilde;o das virtudes individuais levavam, inevitavelmente, a uma evidente contradi&ccedil;&atilde;o: muitos dos pregadores eram flagrados em desvios graves, morais, semelhantes &agrave;queles que condenavam. V&ecirc;-se que o problema vem de longe. Como exemplo cl&aacute;ssico, Kautsky cita S&ecirc;neca, fil&oacute;sofo e preceptor de Nero, um severo cr&iacute;tico da riqueza, da avareza e do amor aos prazeres.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Ainda em vida, no entanto, S&ecirc;neca viu um tribuno do Senado acus&aacute;-lo de ter acumulado grande fortuna praticando a usura e falsificando testamentos. Deixou, ao morrer, uma fortuna de 300 milh&otilde;es de sest&eacute;rcios, coisa de 6 milh&otilde;es de marcos, uma das maiores fortunas da &eacute;poca. N&atilde;o foi fiel &agrave; pr&oacute;pria doutrina, como se v&ecirc;.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">E agora o Dem&oacute;stenes Torres, ora Veja. N&atilde;o compensa, face ao muito que foi divulgado, sobretudo por blogs progressistas, pela revista CartaCapital e alguns poucos outros ve&iacute;culos, voltar propriamente ao assunto, mostrar a intrincada rede do crime organizado, que envolveu o senador e Carlinhos Cachoeira mais os 200 telefonemas da dire&ccedil;&atilde;o da revista Veja com a inestim&aacute;vel e c&uacute;mplice fonte &ndash; ele pr&oacute;prio, Cachoeira.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">A velha m&iacute;dia entrou constrangida no assunto, e Veja fingiu que n&atilde;o &eacute; com ela, e desfilou de mist&eacute;rios do Santo Sud&aacute;rio. O que ela deu do assunto beira ao rid&iacute;culo. O que se deve responder &eacute; aonde vamos com esse moralismo udenista, conservador, retr&oacute;grado, que vem exatamente de pessoas que n&atilde;o tem nenhum compromisso com a &eacute;tica em seu sentido mais republicano e filosoficamente mais profundo. Quanta dist&acirc;ncia entre tudo o que o senador Dem&oacute;stenes Torres pregava e o que ele praticava cotidiana, sistematicamente.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Temos que discutir pol&iacute;tica. Temos que colocar a pol&iacute;tica no posto de comando. Temos que pensar cada vez mais nos instrumentos do Estado de Direito que garantam o respeito ao dinheiro p&uacute;blico. Caminhar, como creio estamos caminhando, para um Estado que tenha mecanismos rigorosos de transpar&ecirc;ncia, fiscaliza&ccedil;&atilde;o e acompanhamento da aplica&ccedil;&atilde;o dos recursos provenientes do povo brasileiro. Querer fazer algu&eacute;m crer que a solu&ccedil;&atilde;o est&aacute; na soma de virtudes individuais para enfrentar a corrup&ccedil;&atilde;o &eacute; uma mistifica&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria dos que n&atilde;o acreditam na democracia.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Ou o Estado de Direito &eacute; capaz de frear a corrup&ccedil;&atilde;o, de acabar com as frequentes tentativas de privatiza&ccedil;&atilde;o do Estado, ou, ent&atilde;o, a corrup&ccedil;&atilde;o prosseguir&aacute; sem o devido e necess&aacute;rio cotidiano combate. N&atilde;o s&atilde;o os dem&oacute;stenes que ir&atilde;o acabar com ela, como estamos vendo. S&atilde;o os mecanismos da pol&iacute;tica, do Estado de Direito democr&aacute;tico, que podem enfrent&aacute;-la, aprofundando a transpar&ecirc;ncia, como tem sido feito pela Controladoria Geral da Uni&atilde;o, que passou a ter exist&ecirc;ncia efetiva desde o in&iacute;cio do governo Lula, quando Waldir Pires, por decis&atilde;o do presidente, a construiu. E que segue agora, sob o governo da presidenta Dilma.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Se h&aacute; a pretens&atilde;o de frear a privatiza&ccedil;&atilde;o do Estado, o patrimonialismo, a utiliza&ccedil;&atilde;o de cargos do governo para fazer fortuna, trata-se de, com urg&ecirc;ncia, efetivar a reforma pol&iacute;tica, garantir o fortalecimento dos partidos pol&iacute;ticos com a fidelidade partid&aacute;ria, financiamento p&uacute;blico de campanha e voto em lista pr&eacute;-ordenada, para citar tr&ecirc;s pontos essenciais.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Como livrar-se da maldi&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre o financiador e o financiado? Como evitar que o Congresso seja eleito pelos financiadores privados? Como assegurar que tantos setores do nosso povo, hoje ausentes do Parlamento, possam estar presentes nele? Sem d&uacute;vida, com o atual esquema eleitoral, n&atilde;o h&aacute; chance de um homem do povo, salvo exce&ccedil;&otilde;es, vir a ser um parlamentar. Onde arrumar&aacute; o dinheiro para tanto?</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Os financiadores privados, para tentar dizer tudo, s&atilde;o procurados, n&atilde;o apenas procuram, e se nem todos aprisionam os candidatos que financiam, boa parte exige contrapartida. Obviamente, participam de um jogo, de uma arquitetura institucional equivocada, que cumpre mudar, para que, afinal, todos ganhem. Tenho convic&ccedil;&atilde;o de que h&aacute; empres&aacute;rios que gostariam de trabalhar sob outra modelagem pol&iacute;tica, que gostariam que os neg&oacute;cios do Estado fossem realizados &agrave; luz do dia, de modo republicano, sem a intromiss&atilde;o de outros mecanismos.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Al&eacute;m disso, nosso Parlamento tem a miss&atilde;o de valorizar mais e mais a participa&ccedil;&atilde;o direta do povo. H&aacute; uma evidente crise da democracia representativa e, no interior da reforma pol&iacute;tica, &eacute; fundamental pensar mecanismos de interven&ccedil;&atilde;o direta do povo que ultrapassem ou complementem o momento das elei&ccedil;&otilde;es propriamente ditas.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Fora disso, vamos patinar, andar em c&iacute;rculos, ser prisioneiros desse moralismo udenista tardio, vindo de personalidades cujas pr&eacute;dicas entram em confronto direto com suas vidas anteriores e com suas pr&aacute;ticas cotidianas atuais. Os que defendem a democracia, os que almejam uma sociedade mais e mais justa, n&atilde;o podem ser ref&eacute;ns de uma discuss&atilde;o rasteira, pobre, fundada nas virtudes ou defeitos individuais desse ou daquele cidad&atilde;o.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Devem lutar pela continuidade e aprofundamento das mudan&ccedil;as que inegavelmente temos experimentado desde 2003, pela radicaliza&ccedil;&atilde;o da revolu&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica em curso no Brasil. Ser&aacute; essa luta que, levada &agrave; frente, poder&aacute; garantir que haja, de fato, &eacute;tica na pol&iacute;tica &ndash; que significa, sempre, responder &agrave;s necessidades da maioria da nossa gente, diminuindo de modo cada vez mais veloz as desigualdades que ainda nos afrontam.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">Se &eacute; ineg&aacute;vel que avan&ccedil;amos muito quanto ao enfrentamento da distribui&ccedil;&atilde;o de renda sob os oito anos do governo Lula e sob o governo da presidenta Dilma, &eacute; tamb&eacute;m verdadeiro que falta muito que fazer, e para tanto &eacute; fundamental que cada centavo do dinheiro p&uacute;blico seja aplicado em benef&iacute;cio da popula&ccedil;&atilde;o, especialmente daquela mais pobre. &Eacute; isso que devemos garantir. Isso &eacute; a &eacute;tica na pol&iacute;tica&quot;.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px">(*) Jornalista e escritor.</span></p>
<p>
	&nbsp;</p>


<div class="shr-bookmarks shr-bookmarks-expand">
<ul class="socials">
		<li class="shr-twitter">
			<a href="http://twitter.com/home?status=S%C3%AAneca%2C+Dem%C3%B3stenes+e+a+%C3%A9tica+na+pol%C3%ADtica+-+http://bit.ly/ICn0w8&amp;source=shareaholic" rel="nofollow" title="Tweet This!">Tweet This!</a>
		</li>
		<li class="shr-facebook">
			<a href="http://www.facebook.com/share.php?v=4&amp;src=bm&amp;u=http://www.theresahilcar.com.br/seneca-demostenes-e-a-etica-na-politica/&amp;t=S%C3%AAneca%2C+Dem%C3%B3stenes+e+a+%C3%A9tica+na+pol%C3%ADtica" rel="nofollow" title="Compartilhar noFacebook">Compartilhar noFacebook</a>
		</li>
		<li class="shr-googlebuzz">
			<a href="http://www.google.com/buzz/post?url=http://www.theresahilcar.com.br/seneca-demostenes-e-a-etica-na-politica/&amp;imageurl=" rel="nofollow" title="Post on Google Buzz">Post on Google Buzz</a>
		</li>
		<li class="shr-orkut">
			<a href="http://promote.orkut.com/preview?nt=orkut.com&amp;tt=S%C3%AAneca%2C+Dem%C3%B3stenes+e+a+%C3%A9tica+na+pol%C3%ADtica&amp;du=http://www.theresahilcar.com.br/seneca-demostenes-e-a-etica-na-politica/&amp;cn=Artigo%20publicado%20na%20%26quot%3BCarta%20Capital%26quot%3B%0D%0AEm%20%26quot%3BA%20Origem%20do%20Cristianismo%26quot%3B%2C%20Karl%20Kautsky%20se%20refere%20ao%20per%26iacute%3Bodo%20de%20decad%26ecirc%3Bncia%20do%20Imp%26eacute%3Brio%20Romando%2C%20quando%20a%20atividade%20pol%26iacute%3Btica%20teria%20cessado.%20Nessa%20%26eacute%3Bpoca%2C%20segundo%20ele%2C%20era%20moda%20pronunciar%20discursos%20edificantes" rel="nofollow" title="Promover noOrkut">Promover noOrkut</a>
		</li>
</ul>
<div style="clear:both;"></div>
</div>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.theresahilcar.com.br/seneca-demostenes-e-a-etica-na-politica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

